Domingo, 22 de julho de 2018

Cidade deve movimentar mais de R$ 117 milhões, de hotel a tacacá

Altemar Dutra tem uma banquinha de tacacá e algumas cadeiras ocupam um espaço disputado nesses dias. Foto: Bruno Zanardo/ Secom

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O Festival Folclórico de Parintins, uma das maiores festas culturais brasileiras e de fama internacional, movimenta a economia local e o município deve receber cerca de R$ 117 milhões. Essa é a projeção da Gerência de Registro de Fiscalização da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) para o 52º Festival Folclórico.

O levantamento foi baseado no fluxo de 70 mil turistas, dos quais 45 mil demandarão hospedagem em hotéis, cama & café, pousadas e casas alugadas, e os demais, 25 mil, deverão se hospedar em casa de parentes ou amigos.

Os microempreendedores Ricardo Marques e Cláudia Marques apostam alto neste período do ano. Para eles, que possuem há mais de 10 anos uma pousada na cidade, a festa é o momento mais oportuno para ter o retorno dos investimentos realizados no empreendimento. A pousada do casal, com espaço para 12 pessoas, é um dos projetos de investimentos frutos do espetáculo que vai para a arena. Segundo Ricardo, ao longo dos anos o casal realizou investimentos para melhorar o empreendimento e fidelizar a clientela.

“Nossa política é o boca a boca. Quem vem aqui tem um excelente tratamento e é bem recebido. Além disso, para fidelizar a clientela e ter sempre um retorno desse empreendimento, nós investimentos em qualidade no atendimento e em estrutura como internet, quartos climatizados e bons pacotes com preços atrativos”, destaca.

De acordo com a projeção da Amazonstur, os 45 mil hóspedes pagando o preço médio de um pacote, no valor de R$ 1.625,00, estarão injetando R$ 73,125 milhões na cidade. Além da hospedagem dos 45 mil turistas, há previsão de um gasto médio dos 70 mil, que inclui alimentação, artesanato, adereços, triciclos, táxis e moto-táxi, no valor aproximado de R$ 160/dia.

“Isso acarretará numa injeção da ordem de R$ 44,8 milhões. Portanto, sem registrar as demais variáveis que geram renda no município, como mão de obra dos artesãos, contratação dos artistas, abastecimento nos postos de combustível, restaurantes e lanches, supermercados, entre outros, a Amazonastur prevê um volume de recursos da ordem de R$ 117,925 milhões, que incrementarão a economia de Parintins”, afirmou a presidente da Amazonastur, Oreni Braga.

No Mercado Municipal, Francisca Machado é dona de um lanche e comercializa refeições durante o dia

Gastronomia

A alimentação é também um dos carros-chefes desta festa. Cresce a demanda de bares, cafés e restaurantes. Muito deles reforçam a equipe de atendimento para dar conta da clientela. É o caso da empresária Francisca Machado, que possuí um lanche no Mercado Municipal e comercializa refeições durante o dia.

“Neste período a gente contrata mais funcionários e amplia o horário de atendimento para atender todos. Esse ano o movimento melhorou um pouco em relação ao ano passado e com isso a gente fica mais motivado em atender cada vez melhor o turista”, destaca.

Bem perto do Mercado Municipal está a banca de tacacá do empreendedor Altemar Dutra. Uma banquinha e algumas cadeiras ocupam um espaço na calçada e o fluxo de consumidores é sempre intenso. Por aqui a qualidade do produtor é o diferencial.

“A renda neste período é suficiente para o ano todo. O festival movimenta muito nosso comércio. A qualidade e o atendimento são nossos diferenciais. Esse é um negócio que passou de mãe para filho e tem sido nossa renda por muitos anos”, destacou.

O impulso econômico movimenta diversos setores. Além da hospedagem e da alimentação, outro grande gerador de renda neste período é o comércio de peças de artesanato. O artesão Danilo Tavares conta que a chegada a cada dia de novos turistas o anima e ver a barraca lotada é sinal de que o evento será muito positivo.

Até para quem já trabalha há 30 anos na atividade de tricicleiro, como Plácido Melo, de 56 anos, os dias de disputa continuam sendo a melhor época do ano para ganhar dinheiro e ter alguns meses de tranquilidade.

“A gente espera tanto por este período e quando chega a gente vê que aqui ganhamos nosso dinheiro honesto e com muito trabalho. A gente espera para ter um retorno financeiro melhor. O meu carro é bem enfeitado para atrair mais passageiros e fazer com que o brincante tenha um festival único”, aposta.

Ir a Parintins e se esbaldar num triciclo enfeitado, como do Plácido Melo, faz parte do hábito e movimenta economia

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