
Como os rios Negro e Solimões, foi assim que Amazonino comparou ele e Arthur juntos pelo Amazonas. Fotos: Ricardo Oliveira
Fechando as maiores convenções partidárias do dia, o PSDB referendou a chapa formada pelo ex-governador Amazonino Mendes (PDT) e o deputado estadual Bosco Saraiva (PSDB) à eleição suplementar que irá escolher o próximo governador do Estado do Amazonas. Aliados estiveram na sede do partido até o início desta noite, na Avenida das Torres, zona Norte, numa demonstração de força e satisfação pela escolha da chapa.
Bosco Saraiva, o primeiro a falar, relembrou as eleições de 2014, quando concorreu ao lado de Amazonino nas eleições municipais. Segundo ele, a hora é de simplicidade e seriedade, mas sobretudo, de reescrever a história, mérito de homens grandes, que confiam na Justiça e que tem fé na verdade.
“Naquelas eleições de 2014 fomos perseguidos pelo Governo Federal não só em Manaus, mas como em outras cidades e fomos vítimas das maiores armações políticas na história brasileira. Perdemos por injustiça e por poucos votos deixamos de governar Manaus. Mas uma década depois, Deus, o arquiteto de tudo e de todos, me colocou, com muita alegria, de volta na mesma posição de vice na chapa do futuro governador, Amazonino Mendes. E eu sou muito grato por isso. E estou aqui porque o momento é de equilíbrio em favor do Amazonas e o equilíbrio nestas eleições tem nome e tem número: é 12, é Amazonino mendes”, falou.

Arthur disse que hora é de maturidade e de gestão responsável
Prefeito
Presidente de honra do PSDB e principal articulador da chapa Amazonino-Bosco, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, disse pensar somente no Amazonas para tomar a decisão de apoiar um de seus principais adversários da história recente da política do Estado. Em um discurso enfático, o prefeito admitiu que talvez o caminho mais “fácil” e “mais normal” fosse seguir com alianças que o ajudaram a vencer as eleições municipais, no entanto, o fato deste momento não ser uma eleição qualquer e o Amazonas não viver uma situação corriqueira o fez optar por outro caminho.
“O Amazonas vive a sua pior crise moral, social, psicológica e econômica. É uma situação beirando o desespero e nos falta uma palavra de um governador que lidere e nos ajude a defender, a reformular e a reerguer o nosso Estado. Não era fácil para mim estar ao lado do maior adversário político de toda a minha história, mas eu meditei e fui buscar a maturidade, fui buscar a experiência, fui buscar um patriarca. Fui dizer ao Amazonino que nós precisamos de um patriarca. Não é momento de dizer nós vamos renovar com fulano”, garantiu o tucano.
Arthur acredita que o que se precisa agora é de quem conheça a gestão pública, de quem já foi prefeito, governador e senador da República, de quem já passou por todos os percalços de uma vida pública. “O Amazonas precisa de um líder experiente e que esteja disposto a dar sua saúde e sua vida para resolver essas questões tão urgentes e graves do nosso Estado”, disse.
Segundo Arthur, este será o mandato mais importante de Amazonino em toda a sua carreira política dada a gravidades das situações em que vários segmentos da sociedade estão desassistidos e com necessidades a serem atendidas urgentemente. Para o prefeito, este é o encargo histórico que Amazonino recebeu do povo e ele se colocou à disposição do candidato para auxiliá-lo a fazer com que Manaus e as demais cidades do interior do Estado possam ser retiradas da crise em que se encontram.
“Essa nossa aliança tem prazo certo, não sei o que vai acontecer em 2018. É uma aliança para salvarmos o Amazonas, uma aliança de 15 meses”, disse num discurso intenso.
Arthur completou falando que Amazonino pode contar com ele na hora que forem trabalhar para tirar o Amazonas dessa crise, para dar dias melhores para o povo de Manaus. “Ele é o melhor para tirar o Amazonas dessa crise provocada pela incompetência e a corrupção. Seja feliz ao nosso lado, seja feliz ao lado do seu povo e conte com o PSDB”, afirmou.
O candidato Amazonino Mendes agradeceu ao prefeito Arthur, ao seu vice na chapa, Bosco Saraiva e, em um breve discurso, contou que sua aliança com o prefeito de Manaus é um recado moderno ao que o Brasil clama e anseia, que é que os interesses políticos e pessoais sejam deixados de lado para que o bem maior, que é a qualidade de vida da população se sobressaia, especialmente em momentos limites como o qual o Estado enfrenta.
“O Arthur fez um discurso antológico. Abraçar o inimigo de ontem em nome do bem estar público é a grandeza que o Arthur tem demonstrado hoje pelo Amazonas. Esta convenção é memorável, porque é revolucionária, mudancista, diferente. E este objetivo me arrancou o pijama. Estou na batalha porque sinto que o Estado está à beira do abismo e que clama por este filho, que tanto fez pelo Amazonas, para lhe socorrer. Não sou melhor do que ninguém, mas sou consciente da minha capacidade e desse chamamento histórico que estamos vivendo”, afirmou.
O ex-governador foi finalizando contando que o “Negão jogou fora o pijama porque está sentido a dor de seu povo, porque ele sabe que pode parar, verdadeiramente as filas dos hospitais, levar dignidade às escolas, melhorar o astral do amazonense, lutar e defender a ZFM, e dar ao povo esperança. Eu quero consertar o Estado, é isso que eu quero”, finalizou.
