
Três homens foram detidos pela polícia e uma adolescente apreendida. Leonardo Marinho foi preso por latrocínio. Foto: Divulgação
Um esquema envolvendo menores de idade, aliciamento e roubos foi desarticulado por equipes da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), em parceria com integrantes do Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera).
A polícia prendeu Leonardo Marinho Araújo, 22, acusado do latrocínio do empresário José Ronan de Paiva, 58, crime ocorrido em 19 de abril deste ano. Também foi apreendida uma adolescente de 17 anos e detidos Nicolas dos Santos de Lima, 20, e Jeferson Marques da Silva, 18, para investigar a participação no homicídio.
Leonardo estava com mandando de prisão preventiva por latrocínio expedido pelo juiz Eliezer Fernandes Júnior, da 2ª Vara Criminal. Ele foi preso na tarde desta segunda-feira, 12, por volta das 16h, no beco Caixa D’Água, Comunidade dos Franceses, primeira etapa do bairro Alvorada, zona Centro-Oeste.
A ação foi deflagrada por policiais civis que atuam na Derfd e grupo Fera. Nicolas e Jeferson foram detidos na manhã de terça-feira, 13, para prestar esclarecimentos sobre o envolvimento deles no caso.
Segundo o titular da Derfd, delegado Adriano Felix, o crime ocorreu na rua da Paz, Nova Esperança, zona Oeste. Durante diligências em torno do caso, Nicolas foi detido após ser identificado como responsável por aliciar adolescentes para manter relações sexuais com empresários na capital. A polícia então chegou aos dois homens apontados como comparsas no crime que resultou na morte do empresário.
Adriano Felix destacou que Leonardo, Jeferson, Nicolas e a adolescente fazem parte de um esquema criminoso, onde Nicolas aliciava meninas para manter relações sexuais com terceiros. Na ocasião do delito, a adolescente estava com o empresário no carro dele, quando foram abordados por Leonardo, que efetuou o disparo de arma de fogo que atingiu a vítima. Jeferson abordou o casal pelo banco do passageiro. O empresário morreu no local.
O delegado informou que a adolescente já teria encontrado a vítima outras vezes e que o empresário sempre dava para ela R$ 400 e R$ 100 para Nicolas, que era o agenciador da garota. Felix informou que esses pagamentos despertaram interesse dos infratores, já que o empresário sempre andava com certa quantia de dinheiro em espécie.
A autoridade policial contou que Leonardo mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente na época do crime e resolveu usá-la como “isca” para praticar o roubo. Entretanto, durante a ação, o empresário reagiu e acabou atingido por um disparo fatal.
“Todos confessaram participação no delito, com exceção de Nicolas, que argumentou ter apenas apresentado a adolescente ao empresário, mas que em nenhum momento participou do plano de roubar a vítima. Nicolas alegou que teria informado a Leonardo que a vítima andava com grande quantidade de dinheiro em espécie”, disse Felix.
Conforme o titular da Derfd, o caso foi elucidado. “Não temos dúvidas da participação dos quatro indivíduos na ação. A menor vai ser encaminhada à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai). Ela irá responder por ato infracional análogo ao crime de latrocínio. Os outros três indivíduos foram indiciados por latrocínio. Nicolas também irá responder por crime de rufianismo, previsto no Artigo 230 do Código Penal Brasileiro (CPB)”, ressaltou o delegado.
Ao término dos trâmites legais, Leonardo será levado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irá permanecer à disposição da Justiça.
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