
Presidente do TRE-AM, Yêdo Simões, falou sobre as eleições suplementares em coletiva para a imprensa. Foto: Gabriel Machado
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador Yêdo Simões, afirmou que ainda não recebeu nenhum documento oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmando a cassação do governador José Melo e do vice Henrique Oliveira e a realização de eleições diretas para os cargos. A informação foi dada em entrevista coletiva, na manhã desta sexta-feira (05/05), no gabinete do presidente, na sede do órgão.
Simões disse que não há prazo para o envio do comunicado do TSE e que isso depende da elaboração do acórdão. Ele informou que tentou entrar em contato com o presidente do órgão, Gilmar Mendes, que está viajando, e com o presidente em exercício, Luiz Fux, na manhã desta sexta-feira, sem sucesso.
A eleição suplementar, segundo ele, terá o mesmo custo da última eleição, de 2016, no valor de R$ 17 milhões. Ele disse que ainda não há uma data certa para as eleições suplementares, mas o 1º turno deve ocorrer no primeiro domingo do mês e o 2º turno, no último domingo. Ele afirmou que o calendário ainda depende da liberação de recursos para a realização do pleito. A partir do comunicado oficial do TSE, o tribunal tem 40 dias para marcar a data da nova eleição.
O presidente do TRE-AM afirmou que o processo de biometria continua no Amazonas e que a expectativa é de conclusão em seis meses Atualmente, 800 mil eleitores ainda não fizeram a biometria. Por conta das eleições suplementares, está sendo estudada a possibilidade de ampliar o horário de atendimento dos eleitores.
Simões também não confirmou se o candidato eleito nas eleições suplementares poderá concorrer ao pleito de 2018.
*Colaborou Gabriel Machado
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