
O titular do 24º Dip, delegado Aldeney Goes, disse que a equipe de investigação estava monitorando a quadrilha desde agosto de 2016. Foto: Erlon Rodrigues/SSP/Divulgação
Por Gabriel Machado
Sete pessoas – com idade entre 23 e 52 anos – foram detidas suspeitas de estarem envolvidas em um esquema de desvio de dinheiro do caixa de uma loja de móveis e eletrodomésticos da capital amazonense. Júlio Monteiro Ribeiro, Caio Roberto Azevedo da Silva, João Paulo Estevam Caldas, Julles André Lima de Moura e Themes Souza da Silva foram presos na segunda-feira (20/03) e encaminhados ao 24º Distrito Integrado de Polícia (Dip). Segundo informações, a quadrilha estava sendo monitorada desde agosto do ano passado.
A prisão dos infratores ocorreu durante a operação “O poderoso chefão”, deflagrada na segunda (20/03). A captura da quadrilha foi em cumprimento a mandados de prisão temporária de cinco dias, expedidos na última sexta-feira (17/03) pelo juiz Luís Alberto Nascimento Albuquerque da 1ª Vara Criminal.
De acordo com o titular do 24º Dip, delegado Aldeney Goes, a equipe de investigação estava monitorando a quadrilha desde agosto de 2016.
Conforme a autoridade policial, o esquema funcionava quando o cliente realizava uma compra de um produto de determinado valor e um cupom não fiscal era emitido e entregue para que o comprador fosse até o caixa. Ao chegar lá, o cliente pagava e recebia o produto, mas a nota fiscal não era emitida devidamente.
O gerente da loja, Júlio Monteiro Ribeiro, usava sua senha para dar desconto no valor do produto, sendo emitida uma nota fiscal com valor menor ao da operação de compra e venda realizada. O dinheiro que sobrava no caixa ia para as mãos do gerente, que depois repassava parte para cada um dos vendedores que colaborava com ele na ação ilícita.
Com isso, a empresa não recebia o valor total da transação e perdia o fisco estadual por não recolher a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e os demais impostos sobre o valor total da venda. A loja também perdia os clientes por não receberem os descontos destinado a eles.
“O esquema criminoso vinha sendo praticado há mais de um ano. Essa empresa em questão teve um prejuízo grande no ano passado e isso pode ter sido um dos fatores que contribuíram para que o grupo se retirasse do Amazonas”, observou o delegado
A quadrilha permanece nas celas do 24º Dip e responderão por furto qualificado e associação criminosa.
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