
Segundo a deputada Alessandra Campêlo, o valor global do contrato é no valor de R$ 6.150.338,74. Foto: Divulgação
O Governo do Estado pagou aproximadamente R$ 3 milhões numa obra que ainda não saiu do papel no município de Nova Olinda do Norte (a 126 quilômetros de Manaus em linha reta). A denúncia foi feita pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB), na primeira sessão plenária da semana, nesta terça-feira (07/02).
A denúncia, segundo Alessandra, diz respeito à contratação de empresa HF Construções e Transportes Ltda para execução de “obras e serviços de engenharia de contenção dos processos erosivos graves na orla de Nova Olinda do Norte” (Diário Oficial de 9 de agosto de 2013, página 3).
O valor global do contrato é no valor de R$ 6.150.338,74. Apesar de a secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) ter investido quase R$ 3 milhões em recursos públicos, a obra ainda não saiu do papel. Apenas 15% dos serviços contratados foram concluídos e a obra se encontra paralisada atualmente.
“O governador esteve lá recentemente fazendo novas promessas, mas ele não explicou porque a HF Construções e Transportes já recebeu mais de R$ 3 milhões do Governo e ainda não fez a obra de contenção da orla de Nova Olinda do Norte”, afirmou Alessandra.
A deputada também criticou o governador a respeito do uso eleitoreiro do funcionamento da balsa que faz o transporte de cargas, mercadorias e pessoas da cidade para a comunidade de Rosarinho.
“O governador do Estado foi ao município de Nova Olinda do Norte, antecipando, pelo que percebi a campanha eleitoral de 2018, e lá foi fazer propaganda do que não fez e do que talvez vá fazer. Um exemplo é a balsa que atravessa do Rosarinho para Nova Olinda. Ele prometeu em 2014 quando era candidato, e ela funcionou alguns dias, e quando passou a eleição a balsa parou de funcionar. Em 2015 ele foi lá, prometeu de novo e a balsa funcionou alguns dias e depois parou de funcionar”.
Manacapuru
A deputada também recebeu com desconfiança a ida do governador José Melo (PROS) a Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus), na semana passada, para anunciar a construção de um hospital no município.
De acordo com a parlamentar, a promessa de investimentos na saúde do município acontece sempre em período pré-eleitoral. Ela lembrou que o próprio governador já tinha lançado a pedra fundamental do hospital no ano de 2014. Até hoje a obra não saiu do papel e o novo projeto do Governo é inexpressivo se comparado ao que foi prometido na última campanha.
“Minha solidariedade ao povo de Manacapuru que foi enganado a primeira vez e nessa época eu não era deputada. Agora, nesse segundo anúncio de construção do hospital, vou acompanhar tudo de perto”, disse Alessandra, que é Cidadã Manacapuruense.
Na semana passada, o governador voltou atrás da decisão de construir um hospital que serviria como referência no atendimento dos moradores de Manacapuru, além de municípios e comunidades vizinhas. O novo projeto é modesto e, de acordo com José Melo, a diminuição da estrutura é uma adequação à crise econômica.
Moção de pesar
Alessandra também apresentou moção de pesar ao empresário Manoel Chicó, 78, fundador Frigorífico de Pescado da Amazônica (Frigopesca) e uma das figuras ilustres de Manacapuru. Ele faleceu na última segunda-feira, 6 de fevereiro.
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