27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cirurgião acusado de erro médico e lesão corporal em pacientes será ouvido pela Justiça em Manaus

Publicado em 31 de janeiro, 2017

A juíza Priscila Pinheiro Pereira, titular da Comarca da Maraã e que está atuando também como magistrada auxiliar na 11ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, indeferiu o pedido apresentado pela defesa do médico Carlos Jorge Cury Mansilla para que o mesmo fosse ouvido, por carta precatória, no município de Guajará-Mirim, em Rondônia. A juíza determinou que o réu seja ouvido, em audiência, na capital amazonense, na primeira quinzena de abril.  O médico é acusado por quase 30 pacientes de erro médico em cirurgias plásticas.

De acordo com a magistrada, o indeferimento do pedido da defesa para que Mansilla fosse ouvido pelo Juízo de Guajará-Mirim considerou a complexidade dos fatos apurados. “São casos complexos e entendemos que as audiências por carta precatória comprometeriam a análise devida nesta fase de instrução processual. Indeferimos, portanto, o pedido da defesa e determinamos que as novas audiências ocorram, com a presença do médico, na primeira quinzena de abril”, informou.

Carlos Mansilla será ouvido a partir do dia 10 de abril, primeiramente como réu em nove processos no qual figuram nove vítimas. Nos dias 11 e 12 do mesmo mês, como réu em outros quatro processos, em que figuram outras quatro vítimas.

Nessas mesmas datas – 10, 11 e 12 de abril – serão colhidos os depoimentos de uma vítima e oito testemunhas.

O cirurgião responde a 29 processos em andamento na Justiça Estadual, em sua maioria por acusação de erro médico e lesão corporal grave decorrentes de cirurgias plásticas. Destes processos, 2 tramitam sob segredo de Justiça e 13 ainda estão em fase de inquérito policial. O caso é acompanhado, também, pela juíza titular da 11ª Vara Criminal, Eulinete Silva Tribuzy.

Registro Cassado

Conforme informação confirmada pela assessoria de imprensa do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Jorge Cury Mansilla teve, nesta semana, o registro médico cassado, em caráter irrevogável. A decisão, conforme a assessoria do CFM, será publicada, nos próximos dias, no Diário Oficial da União (DOU). Com a decisão, o médico fica proibido de exercer a profissão no Brasil.

 

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