Após três meses consecutivos de queda na produção industrial do Amazonas, o Estado apresenta em setembro um crescimento de 0,5% frente ao mês anterior, conforme pesquisa divulgada, nesta terça-feira (8/11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice positivo é similar ao nacional alçancado no período.
Se a indústria amazonense registra alta, mesmo que tímida no confronto setembro/agosto, os resultados ainda são negativos em outras bases de comparação. Frente a setembro do ano passado, a queda acumulada foi de 10,9%, com sete das dez atividades pesquisadas pelo IBGE com resultado negativo.
A principal influência negativa vem do setor de transporte (-32,8%), em razão, principalmente, da menor produção de motocicletas e suas peças.
Vale mencionar ainda os recuos vindos dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-11,2%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,7%), de bebidas (-4,9%) e de máquinas e equipamentos (-24,4%), explicados, em grande medida, pela menor produção de gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes), rádios (inclusive para veículos automotores), no primeiro; de naftas para petroquímica, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e óleos combustíveis, no segundo; de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, refrigerantes, cervejas e chope, no terceiro; e de aparelhos de ar condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), no último. Por outro lado, os setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,4%), de produtos de metal (7,1%) e de produtos de borracha e de material plástico (7,5%) assinalaram as contribuições positivas sobre o total da indústria, impulsionados, especialmente, pela maior fabricação de chicotes elétricos para a transmissão de energia, fios, cabos e condutores elétricos com capa isolante, baterias e acumuladores elétricos e fornos de micro-ondas, no primeiro; de lâminas e aparelhos de barbear, no segundo; e de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica, pré-formas de garrafas plásticas e garrafas, garrafões, frascos e artigos semelhantes de plástico, no último.
O Amazonas registrou, ainda, uma baixa 16,4% no acumulado dos últimos 12 meses.