01/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Tráfico internacional de drogas é alvo de Operação Betume. Chefão peruano e advogados são presos

Publicado em 13 de outubro, 2016

droga

O cloridrato de cocaína (cocaína de alta pureza) estava escondido em bombas hidráulicas. Foto: Divulgação

A organização criminosa Orcrim, que atuava com o tráfico internacional de drogas, foi o alvo da operação Betume, deflagrada na manhã desta quinta-feira (13/10) pela Polícia Federal do Amazonas. O chefe da organização, de nacionalidade peruana, que ainda não teve o nome divulgado, foi preso em Manaus. Os advogados Ellen Wandrienny de Lima Tavares e João de Melo Cardoso Júnior, acusados de colaborar com o grupo, também foram presos, respectivamente, em Tabatinga e Manaus.

Desde às 6h da manhã, cerca de 100 policiais federais cumprem seis mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária, oito mandados de busca e apreensão e sete mandados de condução coercitiva, além de diversos mandados de sequestro e bloqueio de bens móveis, imóveis e contas bancárias.

Os mandados estão sendo cumpridos em Manaus e Tabatinga, no Amazonas, Tomé-Açu, no Pará, e Curitiba, no Paraná.

A organização criminosa possuía fortes vínculos na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, local em que adquiriam a droga.

A Orcrim adotada um elaborado ‘modus operandi’ para o envio de grandes cargas de cloridrato de cocaína (cocaína de alta pureza, popularmente conhecida como ‘escama de peixe’ ou ‘brilho’) para o exterior. A droga era oculta no interior de maquinários, cilindros, tambores e outras peças de metal pesado, para impedir ou dificultar a localização nas fiscalizações policiais. A droga era enviada de Manaus para países da Europa, Ásia, África, Oceania e América do Norte, locais em que o quilo da droga poderia alcançar valores superiores a 100 mil dólares, gerando lucros astronômicos para a Orcrim.

No Brasil, foram apreendidas diversas cargas de drogas que se encontravam em processo de exportação para países como Senegal e Austrália, sendo apreendidas também, mediante cooperação internacional, cargas que já haviam deixado o território nacional com destino ao México, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE/AM). Os envolvidos estão sendo indiciados pela prática dos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa.

 

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