Ainda que a milhares de distância de casa, a equipe do Londrina ganhou um reforço e tanto. No treino apronto no final da tarde desta sexta-feira, dia 7, no estádio Carlos Zamith, que antecede a partida contra o Vasco neste sábado, 8, na Arena da Amazônia, o time do Tubarão recebeu a inesperada visita do xará, o Londrina do Amazonas. A partida da 30ª rodada da Série B conta com o apoio do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).
Criada na Comunidade do Catalão, no Iranduba, às margens do Rio Negro, o Londrina do Amazonas possui mais de 32 anos e é formada por jogadores amadores, que decidiram homenagear a equipe do Sul do País. E por alguns minutos os profissionais da Série B receberam no gramado do Zamith os “irmãos” amazonenses e “tocaram uma bolinha” com o time que disputa o campeonato amador da comunidade ribeirinha.
“Como é interessante o nosso Brasil e é legal ter esse reconhecimento. Acho que o carinho tem que existir em todo o momento e ficamos felizes de encontrar um povo que torce pelo Londrina. Nós não tínhamos conhecimento de encontrar esse povo e estamos super contentes”, disse o atacante Keirrisson.
Uniformizados com as cores e símbolo do Tubarão Londrinense, a equipe do Catalão saiu do estádio com vários presentes. O carinho da equipe que hoje ocupa a quarta colocação da Série B foi tão grande que presenteou o time amazonense com bolas, camisa autografada e bonés. Um bom papo fora das quatro linhas foi motivo de sorriso e de muita curiosidade por parte dos jogadores e comissão técnica.
“Somos caboclos daqui do Amazonas (risos). Em 1984 criamos um campinho e fomos jogar pelada. Eram seis moradores e mais dois. Aí decidimos comprar um uniforme. Mas qual o nome do time? No dia seguinte o compadre Bacural disse que daria o nome do time. Aí, ele chegou e disse: olha, o nome do time vai ser Londrina. E nos perguntamos por que Londrina? Ele disse que não interessava e ficou Londrina e acabou!”, contou um dos fundadores do Londrina do Catalão, Mauro Coellho, feliz com o carinho recebido.
“Estou muito satisfeito por ter recebido esse carinho, fomos bem tratados por todos. Meu filho fez o contato com o time e graças a Deus nos trataram super bem. Ganhamos uma camisa autografada e agora ela vai ficar na parede, aos domingos nos dias de jogos ela vai ficar lá (exposta)”, contou.
A véspera do jogo importante para o Londrina, o técnico da equipe, Claudio Tencati, foi um dos que mais conversou com ofundador do coirmão da Região Norte. Depois de mais de 20 minutos de conversa e risos, o treinador se contagiou com o time amazonense.
“É bom saber que representamos um clube que abrange o Brasil todo. Quando é que a gente iria imaginar que teríamos torcedores de uma comunidade fanática que instituiu o Londrina como a paixão do futebol? Para nós é fantástico, é uma motivação a mais, até sabendo que eles estarão no jogo torcendo pela gente. É uma energia a mais, é muito bom”, disse o treinador.
100 jogos pelo Londrina do AM
A data de 07 de março também vai ficar marcada para o atacante Franco Inácio. Considerado um dos jogadores mais antigos da equipe do Lago do Catalão, Márcio foi a campo com a camisa de número 100. O mesmo número de jogos pela equipe da comunidade do interior do Amazonas.
“Desde os meus 15 anos jogos pelo Londrina. Hoje estou com 36 anos e aqui é uma família. Me sinto muito bem. Tenho raízes amazonenses e essa paixão pelo futebol fez homenageamos esse clube lá do Sul que hoje está nos prestigiando”, destacou o atacante.
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