
Kalil frequentava as altas rodas, fornecendo drogas sintéticas. Fotos Erlon Rodrigues/ Polícia Civil/ Divulgação e José Rodrigues
Um dos fornecedores de drogas sintéticas para raves, boates e flutuantes, além de empresários, médicos e advogados, o ex-presidiário Kalil Costa Almeida, 30, foi preso na tarde de domingo (02/10), na Ponta Negra, quando fazia entrega. No celular dele, policiais descobriram contato de um médico pedindo, pelo whatsapp, 200g de skank, a maconha sintetizada em laboratório. O médico informava que estava de plantão num Serviço de Pronto-Atendimento (SPA).
A investigação demorou cerca de dois meses. Kalil deixou a cadeia em maio de 2013 e voltou ao tráfico. Policiais do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), sob o comando do delegado Paulo Mavignier, fizeram a investigação. A prisão se deu em conjunto com PMs da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam). Ele foi “apresentado” na tarde desta segunda (03/10), durante coletiva na Delegacia Geral.
Mavignier informou que Kalil foi preso na rua Coréia do Sul, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste, conduzindo um carro modelo Palio, de cor preta e placas OAH-1985, apreendido na ação. No veículo foram encontradas oito porções de maconha, 71 comprimidos de ecstasy e uma trouxinha de cocaína, além de R$ 2 mil, U$ 562 e 400 euros.
Kalil informou aos policiais que tinha mais entorpecentes na casa dele, em um conjunto residencial no bairro Planalto, Zona Centro-Oeste. No imóvel, dentro de um porta-lápis no quarto do universitário, foram encontradas nove pílulas de ecstasy; uma cartela contendo 25 unidades de Dietilamida do Ácido Lisérgico (LSD), uma pequena quantidade de haxixe, além de uma balança de precisão.
Paulo Mavignier disse que o público-alvo do preso era formado por pessoas de elevado poder aquisitivo e jovens que frequentam festas noturnas na cidade. “Os clientes eram frequentadores de raves, boates e flutuantes. Monitoramos Kalil em distintas festas e casas de shows em Manaus e constatamos que ele vendia drogas sintéticas para jovens e pessoas de classe média alta. Por frequentar locais da alta sociedade, ele tinha uma clientela privilegiada, composta por empresários, médicos e advogados, por exemplo. Por essa razão o infrator costumava receber o pagamento pelas drogas em real, dólar e euro”, explicou o diretor do Denarc.
O aspirante da Rocam Anderson Molaz afirmou que as equipes receberam uma delação informando que Kalil iria fazer entrega de drogas na área da cidade onde foi preso. “Assim que fomos informados que ele estaria realizando a entrega de drogas no bairro Ponta Negra passamos a monitorar o lugar indicado. Conseguimos interceptar o infrator e logramos êxito na prisão dele”, disse.
O Denarc, acrescentou Mavignier, vem atuando com mais intensidade no combate ao tráfico de entorpecentes no Estado, principalmente drogas sintéticas, já que elas vêm se tornando cada vez mais populares na cidade.

O presidiário chegou tentando esconder o rosto

Momento da apresentação, na Delegacia Geral

Drogas, reais, euros e dólares foram encontrados com Kalil e na casa dele
Kalil foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, crime previsto no Artigo 33 da Lei nº 11.343/06. Ao término dos procedimentos na base do Denarc, ele foi encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, onde irá permanecer à disposição da Justiça.
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