O prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), que disputa à reeleição, foi o alvo principal dos seis candidatos à Prefeitura de Manaus que participaram, na noite de segunda-feira (22/08), do primeiro debate das eleições municipais de 2016, realizado pela rede de televisão Band Amazonas.
Compareceram ao debate os candidatos Marcelo Ramos (PR), Silas Câmara (PRB), Hissa Abrahão (PDT), José Ricardo (PT), Henrique Oliveira (Solidariedade) e Serafim Corrêa (PSB). O prefeito e candidato à reeleição, Arthur Virgílio Neto (PSDB), não participou e justificou a ausência em razão de uma reunião marcada com o Ministro das Cidades em Brasília.
O debate permitia que os candidatos fizessem perguntas entre si e também respondessem a perguntas de jornalistas. Eles aproveitaram para apresentar suas propostas e trocar farpas entre si, mas o foco principal foram as críticas à administração do prefeito Arthur Neto.
Um dos pontos abordados no debate foi a questão das alianças partidárias. Questionado, Marcelo Ramos, da coligação “Mudança para Transformar”, disse que não se aliou a candidatos. “Eles se aliaram a mim, o candidato a prefeito sou eu. Todo mundo que tentou governar sozinho se deu mal”, alegou. “Eu não quero os defeitos do Omar, eu quero as qualidades do Ronda no Bairro. Eu não quero os defeitos do Alfredo, eu quero as qualidades do Médico da Família. Eu não quero os defeitos do Pauderney, eu quero a luta dele pela Zona Franca de Manaus. É isso que faz uma cidade andar para frente”, disse.
O prefeiturável Hissa Abrahão criticou as alianças formadas nesta eleição pelos candidatos. “Temos o prefeito e o candidato do Melo. Esperança? Eles prometeram há 20 anos e não mudou a sua vida. Temos de governar com pés no chão”, comentou.
Economista, Serafim Côrrea respondeu sobre a Zona Franca de Manaus que vem sofrendo com a crise econômica. Ele destacou que uma das medidas para incrementar o modelo de desenvolvimento é diminuir a burocracia na abertura de empresas. “As empresas não precisarão tirar mais inscrição municipal na minha gestão. Tudo se resolverá com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ)”, afirmou.
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