22/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Órgãos meteorológicos prevem enchente abaixo da cota de emergência

Publicado em 31 de março, 2016

MANAUS/AM - 2016  ENCHENTE FOTO: ARLESSON SICSÚ / SEMCOM

O rio Negro registrou, este ano, níveis abaixo do normal para época. Foto: Arlesson Sicsú/Semcom.

Os órgãos meteorológicos que trabalham no monitoramento da subida dos rios emitiram, nesta quinta-feira (31/03), o primeiro alerta de cheia. Os dados divulgados apontam que o Rio Negro deve ficar entre 26,60m a 27,20m, abaixo da cota de emergência em Manaus que é de 29m.

Segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Serviço Geológico do Brasil no Amazonas, o rio Negro está com ritmo atípico este ano, já que foram registrados níveis abaixo do normal para época, mas vem retomando a celeridade.

Os números não são definitivos. Essa primeira previsão de cheia serve apenas para facilitar o planejamento das ações. Outros dois alertas serão emitidos pelo CPRM, que vai continuar monitoramento até o fim do mês de abril, quando será emitido um segundo alerta.

As chuvas também influenciam na subida dos rios e por isso o monitoramento no mês de abril é de grande importância. Para o chefe de meteorologia do Sipam, Ricardo de La Rosa, as chuvas que no primeiro trimestre ficaram abaixo da média devem voltar à normalidade com o fim do El Niño e, por isso, pode haver chuvas mais intensas e com ventos fortes a partir de abril.

Defesa Civil

Mesmo sem a previsão de cheia acima da cota de emergência, a Defesa Civil de Manaus já planeja ações em conformidade com o plano de contingência para o segundo trimestre deste ano. Ela trabalha com os dados de monitoramento da subida dos rios da CPRM e de meteorologia, como Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Para o secretário Executivo de Proteção e Defesa Civil de Manaus, Cláudio Belém, as chuvas preocupam por conta das áreas de risco. A Defesa Civil já monitora esses locais com ajuda do Núcleo de Proteção e Defesa Civil na Comunidade (Nupdec) e agora vai intensificar esse trabalho em parceria com outras secretarias.

“Mesmo sem a previsão de uma grande cheia, o trabalho da Defesa Civil não para. Estamos em alerta desde o início do período chuvoso, e agora com essa previsão podemos traçar um planejamento em parceria com as secretarias que já atuam conosco nesses locais vulneráveis. Juntos, estudaremos medidas que podem ser adotadas para minimizar o impacto para quem mora nessas áreas”, explicou.

 

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