Na tarde de terça-feira (29/03), por volta das 16h, nove pessoas foram presas em flagrante, acusadas de roubar a casa, em Manaus, do prefeito do município de Urucurituba, Pedro Amorim Rocha. As prisões foram efetuadas logo após o crime, ocorrido no Conjunto Hiléia, bairro Redenção, zona Centro-Oeste da cidade.
De acordo com o coordenador da ação, o delegado titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), Adriano Felix, foram presos Vitor Belfort Cardoso, 18, o “Vitinho”; Elenilson Leite Vasconcelos, 30, conhecido como “Cabeça”; Rafael Rodrigues Figueira, 28, apelidado de “Finha”; Ângelo Rafael de Souza, 22; Luhkas Alves da Costa, 19; Gabriel de Souza Andrade, 19; Messias Loureiro dos Anjos, 20, conhecido como “Diego”; Edmar Farias de Souza, 29, e o cunhado dele, Josué Coelho da Rocha Júnior, 21, chamado de “JR”.
Conforme Adriano Felix, Edmar é afilhado e também ex-funcionário de Pedro Rocha, com quem trabalhou nas eleições municipais de 2012. O infrator residia no município de Rorainópolis (RR) e teria desembarcado ontem em Manaus, quando procurou o prefeito para pedir dinheiro e emprego.
“Pedro saiu com Edmar ontem e, de dentro do carro, o infrator começou a passar informações para a quadrilha sobre o caminho que a vítima fazia, que havia sacado R$ 9 mil em espécie, sendo que R$ 2 mil desse valor foi entregue a Edmar, além da possível existência de R$ 600 mil no cofre da residência que, depois, não foi confirmada pelo chefe do Poder Executivo Municipal de Urucurituba”, informou Felix.
O delegado afirmou que Edmar e os comparsas tinham, primeiramente, a intenção de roubar o prédio da representação de Urucurituba em Manaus, localizado no bairro Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul, mas desistiram e arquitetaram o roubo à residência de Pedro Rocha. Na casa, no momento da ação criminosa, estavam oito pessoas, entre elas a esposa de Pedro Rocha, vereadores e funcionários.
“Eles entraram na residência por volta das 14h30, portando uma pistola calibre 40, de uso restrito da polícia, além de um revólver 38 e um simulacro. Na ocasião, eles agrediram as vítimas com chutes e coronhadas e quebraram objetos da casa. O bando chegou a roubar R$ 2,7 mil em espécie, joias e dez aparelhos celulares, que foram posteriormente recuperados”, afirmou Felix, descartando qualquer motivação política para o delito.
Segundo os policiais que participaram da diligência, após o crime, os infratores fugiram em dois veículos, modelos Punto, de cor cinza e placas NOL-2061 e Cross Fox, de cor vermelha e placas JXM-2614. Os homens foram capturados pelos policiais civis minutos depois. Na ocasião, houve troca de tiros. Além das armas e objetos pessoais das vítimas, também foram apreendidas com o bando 17 munições de calibres 38 e 40.
Durante coletiva de imprensa realizada no prédio da Derfd na manhã desta quarta-feira, dia 30, Adriano Felix informou que alguns dos infratores presos têm passagens pela polícia. O delegado ressaltou que as investigações sobre a quadrilha iniciaram após chegarem até Vitor, envolvido em duplo latrocínio ocorrido no dia 7 de janeiro deste ano, em uma distribuidora situada no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste da cidade.
“Na época Vitor ainda não havia completado 18 anos e após quarenta e cinco dias cumprindo medidas socioeducativas no Centro de Internação Provisória Dagmar Feitosa, passou a cometer outros crimes. Ele é considerado um indivíduo de alta periculosidade”, afirmou Felix.
O delegado ressaltou que a pistola utilizada no roubo à casa do prefeito também foi utilizada no duplo latrocínio ocorrido na distribuidora, em um homicídio de um policial militar no estado do Pará e em um duplo latrocínio ocorrido no dia 10 de fevereiro deste ano, onde foram mortos pai e filho em um mercadinho, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da capital.
Vitor, Elenilson, Rafael, Josué, Ângelo, Luhkas, Gabriel, Messias e Edmar foram autuados em flagrante por roubo majorado e associação criminosa. Após os procedimentos legais, eles serão conduzidos à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde irão permanecer à disposição da Justiça.
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