Um homem de 32 anos foi preso em flagrante por crime de lesão corporal cometido contra a ex-companheira dele, uma mulher de 44 anos, na tarde de terça-feira (22/03), no estacionamento da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), localizada no bairro Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul da capital. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Conforme a delegada plantonista da DECCM, Elizabeth de Paula, o infrator e a vítima estavam no local para resolver questões relacionadas ao processo de separação deles. De acordo com ela, os serviços jurídicos estão sendo oferecidos gratuitamente no local, por conta do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 deste mês. A agressão ocorreu quando eles estavam dentro do ônibus do projeto ‘Justiça Itinerante’, que permanecerá no pátio da especializada até o fim deste mês de março.
Dentro do veículo, o homem iniciou uma discussão com a mulher sobre a partilha de bens, que incluem duas casas deles. Em determinado momento de descontrole, o homem pegou a chave do carro dele e desferiu golpes no braço da vítima. Um funcionário da carreta avisou a equipe da delegacia sobre a agressão e os policiais civis foram até o veículo e efetuaram a prisão do infrator em flagrante.
“Em depoimento, a mulher afirmou que estava sendo ameaçada de morte pelo ex-marido há dias e que na véspera da prisão em flagrante ele a havia agredido com tapas no rosto. A vítima afirmou, ainda que ele teria usado um capacete para golpeá-la”, informou a delegada Elizabeth de Paula.
Por ser réu primário, o homem pagou fiança arbitrada pela delegada e irá responder em liberdade pelo crime. Uma medida protetiva já foi solicitada para que ele não se aproxime da mulher. A delegada Elizabeth de Paula enfatizou que o infrator não teve noção da gravidade do crime cometido, pois além de ter agredido uma pessoa, ele cometeu essa infração dentro das dependências de uma delegacia.
“Foi uma tremenda ousadia e falta de respeito da parte dele ter cometido essa violência na área da especializada. Disse para ele que se a situação voltasse a ocorrer, eu iria representar o pedido de prisão preventiva em nome dele. Sempre converso com as vítimas e as oriento a se impor respeito. Muitas vezes, por não terem noção dos direitos que possuem, ficam caladas e permitem que eles retornem para o lar e cometam novamente a violência. É importante que elas saibam que não estão sozinhas e estamos à disposição para ajudar”, concluiu a delegada Elizabeth de Paula.
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