
João Branco e a identidade falsa que usava
Vazaram mais detalhes sobre a prisão de João Pinto Carioca, o João Branco, considerado um dos “chefões” do crime organizado no Amazonas. Ele estava na Venezuela e tentou voltar ao Brasil usando Carteira de Identidade falsa, como Jonatas Peres Soares, aproveitando que apenas esse documento é exigido nessa fronteira, por conta dos tratados do Mercosul.
O que motivou “Jonatas”, na verdade João Branco, à empreitada arriscada foi a asfixia a que a Justiça vem submetendo o grupo organizado do qual é um dos chefes, a Família do Norte (FDN). Zé Roberto da Compensa, Gérson Carnaúba e Alan Castimário (Nanico), os outros líderes, estão em presídios federais. Por último, dia 18/02, o irmão dele, Manoel Ivani Pinto Carioca, 37, também foi preso.
João teme que grupos rivais, como “Os 300” e o Primeiro Comando da Capital (PCC), se aproveitem do vácuo de liderança e ocupem espaço, principalmente na distribuição do tráfico de drogas.
A polícia o estava monitorando e a informação de que se refugiara na Venezuela circulava há algum tempo no meio policial. Quando chegou na fronteira e foi reconhecido, João Branco foi preso com base em Mandado de Prisão expedido na “Operação La Muralla”, que redundou na prisão de dezenas de membros da FDN. A prisão se deu também pelo flagrante de identidade falsa.
João Branco, para entrar no Brasil, contava com a ajuda de Makysoniel Nogueira Braga, que dirigia o carro em que viajava, além de Carlos Antônio Oliveira Oliveira e Alexandre Oliveira Lemos, todos amazonenses, este último natural de Manacapuru, que vinham à frente, em outro carro, como batedores.
A polícia mantém em segredo o momento da chegada de João Branco a Manaus e os trâmites para transferência a um presídio federal

Makysoniel dirigia o carro em que João Branco viajava

Carlos Antônio Oliveira Oliveira estava no outro carro…

… com Alexandre de Oliveira Lemos, formando a dupla de batedores