03/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Sinetram se compromete a regularizar pagamentos e rodoviários suspendem greve

Publicado em 09 de dezembro, 2015

rodoviarios

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, articulou o acordo entre os rodoviários e as empresas de transporte. Foto: Alex Pazuello/Semcom.

Após três dias de redução de frota dos veículos do sistema de transporte coletivo, os rodoviários suspenderam a greve nesta quarta-feira (09/12), após chegar a um acordo sobre os pagamentos salariais atrasados.

“Foi uma decisão a favor da normalidade da cidade e eu percebi boa vontade dos dois lados, algo que agradeço e parabenizo. É muito melhor buscar por aquilo que nos aproxima do que pelos motivos que nos afastam”, disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, que articulou o acordo entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário em Manaus (STTRM), em reunião na sede da prefeitura, na Compensa, zona Oeste.

Ainda segundo Arthur Neto, as empresas do transporte coletivo se comprometerem em quitar até a quinta-feira, 10, o pagamento salarial de todos os trabalhadores rodoviários, correspondente a novembro. Além disso, os empresários assumiram o compromisso de quitar a segunda parcela do 13º salário até o dia 20 de dezembro.

De acordo com o Sinetram, o atraso no salário dos rodoviários foi ocasionado pelo não recebimento de seis parcelas no repasse, por parte do Governo do Estado, para o subsídio concedido às empresas do Sistema de Transporte Coletivo. O subsídio começou a ser pago pela Prefeitura de Manaus e pelo Governo do Estado em julho de 2013 como medida para inibir o aumento da tarifa e para possibilitar outras melhorias no serviço de transporte público. Atualmente, a prefeitura responde por R$ 1.296.229,37 mensais no pagamento do subsídio e o governo é responsável por outros R$ 1.300.000,00 todos os meses.

“De fato, há um problema quanto aos repasses do Governo que, conforme me garantiu o secretário de Estado Extraordinário, Evandro Melo, deve ser regularizado até janeiro de 2016, mas com a possibilidade de ser quitado ainda em dezembro, caso o Governo receba o pagamento de uma dívida da Petrobras”, explicou o prefeito. “Nós entendemos que o momento é de crise, mas recebemos a confirmação que, a partir da quitação dessas parcelas em atraso, haverá regularização desses repasses, até para fazer valer o espírito do subsídio”, finalizou Arthur.

Quanto aos valores de responsabilidade do Município, os únicos pagamentos em aberto correspondem aos meses de novembro e dezembro, ambos pagos ainda na data de hoje (quarta-feira, 9), o equivalente a R$ 2.592.458,74. “Sabemos do esforço da prefeitura e pedimos que o mesmo seja feito pelo Governo do Estado. Estamos fazendo o possível para honrar os compromissos trabalhistas, inclusive viabilizando empréstimos para conseguir honrar com o 13º salário e adiantamento salarial de dezembro”, reforçou o presidente do Sinetram, Carmine Furletti.

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Paralisações suspensas

O resultado das negociações mediadas pelo prefeito Arthur Virgílio Neto trouxe tranquilidade aos trabalhadores do Sistema de Transporte Coletivo e, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário em Manaus (STTRM), Givanci Oliveira, além de regularizar o recebimento de novembro, outro ganho importante foi o não parcelamento dos salários. “Não queremos mais esse tipo de parceria e as empresas têm que se adequar ao momento de crise pensando nas necessidades dos trabalhadores. A greve está suspensa e esperamos que não seja mais preciso chegar a esse ponto”, afirmou.

Givanci explicou ainda que a cada dia 20 é pago o equivalente a 40% de antecipação salarial aos trabalhadores rodoviários, considerando que os empresários têm até o dia 5 de cada mês para quitar o restante do valor. “Apenas 58% do salário de novembro foram pagos e o restante vamos receber em duas parcelas iguais, entre hoje e amanhã”, pontuou.

Nesta quarta-feira (09/12), três empresas tiveram a paralisação de 100% da frota: São Pedro, Veja e Líder. As empresas Via Verde, Rondônia, Transtol e Integração funcionaram com frota reduzida, enquanto as empresas Global, Açaí e Expresso Coroado não sofreram alteração na liberação da frota. A prefeitura, por meio da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), monitorou a demanda com fiscais e fez o remanejamento dos ônibus para atender a população.

Na sexta-feira, 4, a presidente do Tribunal Regional Trabalho (TRT) da 11º Região, Maria das Graças Alecrim Marinho, determinou que o Sindicato dos Rodoviários mantivesse 70% dos trabalhadores em atividade nos coletivos, sob pena de pagamento de multa de até R$ 200 mil, caso haja o descumprimento da decisão judicial.

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