As obras de recuperação da BR-319 (Manaus-Porto Velho) estão suspensas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que havia concedido licença ambiental ao Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT) para o serviço. A decisão foi tomada pela juíza Aline Soares Lucena Carnaúba, da 7ª Vara Federal do Amazonas, frustrando a caravana de senadores, deputados federais e deputados estaduais, amazonenses e rondonienses, que saiu segunda-feira (26/10) de Porto Velho (RO) e chega a Manaus, no Teatro Amazonas, hoje (27/10) à noite.
Os parlamentares comprovaram na prática o péssimo estado da rodovia. Capotou o carro em que viajava o deputado estadual Lazinho da Fetagri (PT-RO), por volta das 13h desta terça, no KM-180 da estrada. Ficou com as rodas para cima. O parlamentar rondoniense nada sofreu, mas o susto foi grande.
Dirigentes do DNIT e do Ibama se encontraram quarta-feira da semana passada (21/10), na Comissão de Serviço e Infraestrutura do Senado, numa audiência pública para discutir as obras na BR-319. Foram duramente criticados pela “falta de compromisso com a Amazônia”, por senadores do Amazonas e Rondônia. O senador Omar Aziz foi o mais duro: “Exijo a retomada da licença para as obras”.
O diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Thomaz de Toledo, se comprometeu a analisar rapidamente o pedido de suspensão da paralisação. A parte em obras, conhecida como “trecho do meio”, está entre os quilômetros 250 e 655 da rodovia. A decisão da Justiça Federal mostra que os problemas estão longe de ser resolvidos.
Veja mais notícias em Economia