Os docentes que atuam na sede da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovaram, por unanimidade, em Assembleia Geral (AG) realizada nesta quinta-feira (08), a saída unificada nacional de greve programada para o dia 16 deste mês. A decisão será encaminhada ao Comando Nacional de Greve (CNG), que vai avaliar o resultado das assembleias em todo o país e indicar a data de encerramento da paralisação. Também decidiram pela saída unificada no dia 16, os docentes da Ufam em Benjamin Constant (dos 28 docentes, 26 votaram a favor do encerramento da greve nesta data) e em Humaitá (16 contra 1), onde a ampla maioria também acatou decisão. Só em Itacoatiara e em Parintins, os docentes votaram pelo encerramento antes do dia 16.
Na capital, a decisão foi tomada após a 1ª rodada de avaliação. As aulas na Ufam serão retomadas no dia 19, conforme decisão da categoria. Na próxima semana, o Comando Local de Greve (CLG) dos docentes deve se reunir com a Pró-Reitoria de Ensino e Graduação (Proeg) para definir, com base em estudo realizado pelo movimento, a reposição das aulas e o posterior cronograma de atividades do período 2015/2.
Proposta rejeita
Na rodada de AG realizada na sede e nos demais campi da Ufam, a categoria rejeitou, por ampla maioria, a proposta de reajuste salarial do governo federal. O ofício enviado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) no último dia 24 de setembro prevê a redução da proposta de 4 para 2 anos e percentual de 10,5% (sendo 5,5% a incidir em agosto de 2016 e 5% para janeiro de 2017).
O documento apresenta também plano de reajuste nos benefícios sociais, com aumento no auxílio-alimentação (R$ 373 para R$ 458), o auxílio-saúde (de R$ 117,78 para R$ 145), e o auxílio-creche teve um reajuste de R$ 73,07 para R$ 321. Na avaliação da categoria, a proposta do governo não atende a nenhum dos pontos de reivindicação da greve: defesa da autonomia universitária, manutenção do caráter público da Educação, melhores condições de trabalho, reestruturação da carreira e equiparação salarial entre ativos e aposentados.
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