20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Professores da Ufam devem encerrar greve na próxima semana e reposição de aulas será definida

Publicado em 08 de outubro, 2015

Os docentes que atuam na sede da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovaram, por unanimidade, em Assembleia Geral (AG) realizada nesta quinta-feira (08), a saída unificada nacional de greve programada para o dia 16 deste mês. A decisão será encaminhada ao Comando Nacional de Greve (CNG), que vai avaliar o resultado das assembleias em todo o país e indicar a data de encerramento da paralisação. Também decidiram pela saída unificada no dia 16, os docentes da Ufam em Benjamin Constant (dos 28 docentes, 26 votaram a favor do encerramento da greve nesta data) e em Humaitá (16 contra 1), onde a ampla maioria também acatou decisão. Só em Itacoatiara e em Parintins, os docentes votaram pelo encerramento antes do dia 16.

Na capital, a decisão foi tomada após a 1ª rodada de avaliação. As aulas na Ufam serão retomadas no dia 19, conforme decisão da categoria. Na próxima semana, o Comando Local de Greve (CLG) dos docentes deve se reunir com a Pró-Reitoria de Ensino e Graduação (Proeg) para definir, com base em estudo realizado pelo movimento, a reposição das aulas e o posterior cronograma de atividades do período 2015/2.

Proposta rejeita

Na rodada de AG realizada na sede e nos demais campi da Ufam, a categoria rejeitou, por ampla maioria, a proposta de reajuste salarial do governo federal. O ofício enviado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) no último dia 24 de setembro prevê a redução da proposta de 4 para 2 anos e percentual de 10,5% (sendo 5,5% a incidir em agosto de 2016 e 5% para janeiro de 2017).

O documento apresenta também plano de reajuste nos benefícios sociais, com aumento no auxílio-alimentação (R$ 373 para R$ 458), o auxílio-saúde (de R$ 117,78 para R$ 145), e o auxílio-creche teve um reajuste de R$ 73,07 para R$ 321. Na avaliação da categoria, a proposta do governo não atende a nenhum dos pontos de reivindicação da greve: defesa da autonomia universitária, manutenção do caráter público da Educação, melhores condições de trabalho, reestruturação da carreira e equiparação salarial entre ativos e aposentados.

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