21/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

É o Brasil?

Publicado em 15 de setembro, 2015

Amigos, muitos passos e desafios precisam ser enfrentados no Brasil, apesar de todos os avanços para melhoria precisamos acertar muito mais. É triste ver que na nossa nação como em muitos outros países, certos políticos procuraram e continuam a ocupar cargos públicos para fazer suas vidas e não a vida de seu povo. País como o nosso que foi preciso conquistar muitas vitórias com um milhão de assinaturas pela população para se conseguir algumas políticas públicas, as quais hoje estão sendo ridicularizadas por muitos, manipuladas por políticos e empresários. Pátria essa que para se adentrar no ensino público universitário precisa fazer os processos seletivos e outras formas de se dar entrada a esse grau de estudo, por trás disso se gastam horrores de dinheiro, imagine os desvios que ocorrem. E os estudantes pobres são objetos de chacota e gozação porque são poucos os que conseguem entrar e permanecer no ensino superior.

Bastaria melhorar a qualidade do ensino fundamental e médio, investir na formação e valorização do salário dos professores, assim como ampliar o número de escolas. Além disso, equipar as escolas públicas do ensino fundamental e médio com outros profissionais como psicólogos, assistentes sociais, administradores, contadores e participação direta da sociedade civil na condução da escola com as associações de moradores, igrejas, representantes das famílias dos estudantes, representantes das instituições presentes no bairro da escola. E que a escola não continuasse a ser aquele elefante branco do estado que o povo pensa que não é dele. O povo precisa assumir e dirigir suas escolas.

Não devemos esquecer que muitos passos já foram dados, já ultrapassamos os tempos que estudar era para os iluminados e filhos dos possuidores de bens econômicos. Antigamente passar num vestibular nas grandes universidades parecia coisa de outro mundo, meu amigo Pe. Dinelly, Vigário Geral da Diocese de Parintins, quando passou em Filosofia no vestibular da Federal do Pará passando por Parintins indo para sua terra Maués, estava com a cabeça raspada, isso era uma ilustração desse tipo de rito de passagem para o estudo superior. Em muitos países isso não existe, as pessoas terminam o ensino médio e vão se matricular em uma universidade no curso que pretendem. Terminam o curso superior e se matriculam no mestrado pretendido. Isso porque as escolas são boas, os professores são bem remunerados, existem muitos programas de mestrado e doutorados com professores pesquisadores à disposição dos alunos e da sociedade. Há investimento na educação. Estamos falando de países europeus, americanos do norte e de outras partes do planeta. Nesses lugares não há mais lugar para políticos fazerem suas vidas, mas a de povo e do país.

Esperamos que as operações com as pulseiras de aço continuem ocorrendo em todo país e cheguem ao Amazonas e Parintins. Que essas joias sejam colocadas nos pulsos dos maus políticos amazonenses que enriqueceram e continuam desviando dinheiro público. Oxalá se chegasse aos políticos parintinenses que só deram palha e esteios de madeira para os moradores do bairro São Francisco em vez de terem feito as casas populares como deviam na época. Os amazonenses que trabalham no órgão em Brasília podem dar melhores informações para o Ministério Público Federal. Isso sem falar nos políticos amazonenses de Manaus e de outros municípios do estado que ostentam suas riquezas e são grandes empresários. O dinheiro veio de seus salários ocupando cargos públicos? Será que não existem laranjas? Parece que o trabalho lindo que a operação lava jato está realizando, não permitido em governos passados, mas que só veio acontecer com o Governo Federal atual, que prendeu até seus maus políticos, chegou muito tarde. Porque a coisa foi muito pior e todos os brasileiros sabem disso, assunto de conversas de esquinas e de gabolices dos puxas sacos desses estranhos brasileiros.

Aguardamos que essas medidas limpem de vez a corrupção no Brasil e na América Latina e se invista mais na educação formal e informal, só assim os nossos presídios que estão cheios de jovens, onde a maioria não tem o ensino fundamental e médio provindos de demandas familiares com situações desafiadoras de cidadania a serem implantadas, não necessitem mais existir, a não ser para essa gente que rouba dinheiro público. Vamos juntos nessa luta! Já estou fazendo a minha parte com o meu trabalho educacional nas universidades e na sociedade. Você amiga e amigo está sendo convidado a fazer, também, a sua parte onde quer que se encontre.

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Autor
Prof. Dr. Pe. Manuel do Carmo da Silva Campos

Manuel do Carmo da Silva Campos, 57 anos, é natural de Parintins (AM), teólogo e filósofo, doutor...

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