A auxiliar de enfermagem Roberta Moraes de Souza Favacho, 40 anos, foi presa nesta quarta-feira (09/09) acusada de estelionato. A prisão ocorreu no momento em que ela foi à delegacia, no bairro Petrópolis, zona Sul da cidade, prestar depoimentos, que seriam usados para elucidar inquéritos policiais nos quais estava envolvida.
De acordo com o delegado titular do 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Fernando Bezerra, Roberta é acusada de aplicar golpes financeiros em pessoas que a procuravam para realizar festas infantis, compra de produtos de beleza e de cursos para emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
“Somente aqui, no 3º DIP, já registramos mais de 21 vítimas da Roberta. Ela oferecia contratos de festas infantis, recebia o dinheiro e no dia da festa simplesmente sumia. Com a venda dos cursos e dos produtos de beleza acontecia a mesma dinâmica, após receber o dinheiro ela desaparecia. Temos inclusive recibos que ela emitia usando outros nomes para despistar as vítimas”, informou Fernando Bezerra.
De acordo com ele, durante as investigações algumas vítimas deixaram de comparecer na unidade policial para prestar depoimento. Ao apurar o motivo pelo qual as vítimas não estavam mais interessadas no desenvolvimento do inquérito, a autoridade policial descobriu que a acusada ameaçava as vítimas de retaliação, caso elas colaborassem com a polícia.
“Diante deste novo fato, representei o mandado de prisão preventiva, até mesmo porque nós já tínhamos tentado entrar em contato com ela anteriormente, porém, não obtivemos sucesso, pois a mesma não tinha endereço fixo”, relatou a autoridade policial.
O documento foi expedido no último sábado, dia 5 de setembro, pela juíza plantonista da Vara de Plantão Criminal, Luciana da Eira Nasser. Na unidade policial, ela foi indiciada por estelionato, falsidade ideológica e coação no curso de processo.
Golpe
Dos crimes de estelionato praticados por Roberta, pelo menos 15 envolviam pessoas que foram vítimas das promessas de realização de festas infantis e seis diziam respeito a compra do curso de CNH. De acordo com Bezerra, o prejuízo total desses golpes pode chegar a R$100 mil.
“Durante o processo irei pedir o bloqueio da conta bancária dela para garantir que essas vítimas sejam ressarcidas”, esclareceu o delegado.
Ainda segundo a autoridade policial, uma das características relatadas pelas vítimas e que facilitou a identificação de Roberta foi uma tatuagem com a letra “R” no pescoço. “A partir dessa informação, pudemos ligar a auxiliar de enfermagem a todos os golpes praticados”, finalizou.
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