A vendedora Autacir Aguiar, 53 anos, foi presa em flagrante, nesta segunda-feira (15/06), suspeita de usar o nome da primeira-dama do Estado, Edilene Gomes, para enganar empresários e obter vantagens indevidas. A filha dela, Patrícia Aguiar Saraiva de Paula, 30 anos, que também participaria do esquema, também foi indiciada por estelionato.
A prisão foi efetuada por policiais da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e do 22º Distrito Integrado de Polícia (22ºDIP) no momento em que a vendedora tentava aplicar um novo golpe. Ela foi denunciada pelo empresário, que desconfiou e acionou o gabinete da primeira-dama.

Autacir Aguiar e a filha usavam o nome da primeira-dama para negociar com empresários. Foto: Joel Arthus/Secom.
Segundo investigação da Seai, as duas ligavam para grandes empresários e se passavam pela própria primeira-dama pedindo vantagens e serviços. Na ação desta segunda-feira, Autacir ligou para o empresário dizendo ser Edilene Gomes e pedindo que ele recebesse no seu estabelecimento sua sobrinha que vendia bolsas.
Autacir Aguiar confirmou em depoimento que usava o nome da primeira-dama para ser recebida nos locais e autorizada a expor e comercializar bolsas. A primeira-dama informou que há mais de cinco anos vinha recebendo ligações de conhecidos e empresários da capital e do interior sobre os contatos feitos pela dupla que se fazia passar por ela e, por isso, solicitou que a Inteligência da Polícia passasse a investigar o caso.
A primeira-dama ressaltou que, em nenhuma circunstância, envia terceiros para que peçam algo em seu nome. Edilene Gomes disse ainda que até quando ela ajuda entidades sociais ou pessoas, ela própria resolve tudo pessoalmente ou indica assessores do Governo.
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