O processo envolvendo a turista inglesa Gillian Metcalf, que morreu aos 54 anos, vítima de um acidente de barco no Rio Negro, no dia 5 de setembro de 2013, próximo a Manaus, terá uma nova Audiência de Instrução no dia 3 de agosto, às 10h, no Fórum Henoch Reis. Três testemunhas de acusação, que deveriam ter sido ouvidas na Audiência de Instrução realizada nesta quarta-feira (13/05), não compareceram à 9ª Vara Criminal.
A audiência durou quase três horas e quatro testemunhas de acusação foram ouvidas. No momento do acidente, a vítima estava ao lado do marido, Charles Metcalf, e das filhas Natasha e Alice Metcalf. Tanto Charles quanto Alice depuseram como testemunhas de acusação na audiência de hoje, além de um guia turístico e um perito da Capitania dos Portos. Os réus Mailson Roberto Gomes e Raimundo Nonato Lima de Oliveira também estiveram presentes e ouviram as testemunhas.
Os ausentes foram um guia turístico que estava a bordo, um perito da Marinha que trabalhou na elaboração do laudo técnico do acidente e uma testemunha que mora no Careiro e estava a bordo da embarcação.
“A família foi avisada que não precisa voltar. Caso não venha, os vídeos das audiências serão disponibilizados para que compreendam o andamento”, avisou a advogada da família inglesa, Jenny Kennedy. “Ainda é cedo para dizer se voltaremos na próxima audiência”, completou o viúvo Charles, que mora em Kent, na Inglaterra, e estava de férias com a família em Manaus quando aconteceu o acidente.
O juiz Henrique Veiga Lima, titular da 9ª Vara Criminal, explicou que, pelo Processo Penal brasileiro, os acusados são os últimos a serem ouvidos. Após as testemunhas de acusação, serão ouvidas as de defesa. Somente depois é que os réus poderão falar.
“Por esta razão é que não terminamos hoje. As três testemunhas de acusação ausentes são reputadas como de extrema importância pelo Ministério Público. Depois ouviremos as testemunhas de defesa. Faz parte do rito e tivemos que desmembrar”, explicou o magistrado.
Henrique Veiga Lima assegurou também que o processo está tramitando com a celeridade possível. “Houve um laudo que precisava ser feito e demandou um certo tempo para ser concluído. Tão logo chegou, a gente designou esta audiência. Não podemos acusar a Justiça de ser morosa, apenas ela está cumprindo um trâmite para que os acusados tenham um amplo direito de defesa”, ressaltou.
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