Diante do veto da presidente Dilma Rousseff ao artigo 9º da MP 660/2014, que reestrutura a carreira dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a categoria ameaça entrar em greve.
Na próxima quinta-feira, os servidores da Suframa vão realizar uma assembleia geral para decidir os rumos que a categoria vai seguir para tentar reverter o veto presidencial quando o projeto retornar à Câmara e ao Senado. O veto ainda será analisado em sessão conjunta do Congresso Nacional, com data a ser confirmada, onde a bancada amazonense tentará convencer o Plenário pela promulgação do artigo.
A MP 660, além de reestruturar a carreira de mais de 700 servidores da Suframa nos estados da Amazônia Ocidental, propõe o reajuste dos vencimentos de forma escalonada, acabando com o congelamento de salários desde 1991. O impacto previsto aos cofres da União é de R$ 32 milhões, no primeiro ano.
Uma greve geral, por tempo indeterminado, pode prejudicar as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e os trabalhadores. A estimativa de prejuízo diário com a paralisação é de R$ 150 milhões por dia.
“O Governo prefere perder R$ 150 milhões por dia, que é o valor estimado para cada dia de paralisação dos servidores Suframa, do que gastar R$ 32 milhões, que é o impacto anual que a MP 660 terá nos cofres da União. Isso é uma distorção, uma grande injustiça, que precisa ser corrigida pelo Congresso Nacional. Se o Governo não tivesse contingenciado os recursos da Suframa por vários anos, todo esse processo desgastante seria desnecessário”, afirmou o deputado federal Marcos Rotta (PMDB).
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