Servidores de todas as unidades da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), nos cinco estados de abrangência do órgão, paralisaram os trabalhos nesta quarta-feira (03/12) para reivindicar a reestruturação do plano de cargos e salários.
O presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, disse que a paralisação teve 100% de adesão dos funcionários do órgão e os trabalhos de recebimento de documentos, análises de projetos industriais e também recebimento ou liberação de mercadorias não estão funcionando em todos os postos.
Segundo Belchior, as principais reivindicações são: autonomia para realizar investimentos, pois a Suframa arrecada recursos mas não consegue fazer convênios com as prefeituras para realizar obras de desenvolvimento na Amazônia; a retenção dos servidores de qualidade, pois hoje há uma rotatividade de 40% devido aos baixos salários, e a equiparação dos salários dos servidores do órgão com os de outros setores que realizam o mesmo trabalho, como é o caso da Receita Federal que tem uma média salarial entre R$ 13 e 17 mil, enquanto os servidores da Suframa ganham em torno de R$4,4 mil.
Anderson diz ainda que as paralisações irão continuar até que os parlamentares e o governo federal sentem para negociar com a categoria. “Para vocês terem uma ideia, quando foi para aprovar a prorrogação por mais 50 anos, todos os parlamentares se mobilizaram em Brasília e agora, para reestruturação da Suframa e do plano de cargos e salários, apenas quatro parlamentares se manifestaram”, critica Belchior.
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