12/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Morte de aluno de seis anos por meningite suspende aulas na escola do Sesc

Publicado em 08 de setembro, 2014

Um menino de seis anos, que cursava a primeira série na Escola Infantil do Serviço Social do Comércio (SESC), no conjunto Campos Elíseos, faleceu na sexta-feira (05/09), com meningite. O aluno passou mal dentro da sala de aula na quarta-feira, sendo removido a um Serviço de Pronto Atendimento (SPA), onde faleceu.

Nesta segunda-feira (08/09), um cartaz alertava os pais que as aulas foram suspensas. A direção da escola suspendeu as aulas por orientação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), já que a doença é muito contagiosa. Técnicos do Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa) estiveram na escola, fazendo a higienização dos ambientes e medicando funcionários e os professores. Ainda hoje, à tarde, porém, a escola emitiu nota afirmando que as aulas voltam ao normal amanhã, terça-feira.

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Escola do Sesc não teve aulas nesta segunda (08/09), mas volta amanhã

Todos os colegas de classe e professores que mantiveram contato com o menino estão sendo acompanhados pela Semsa. Em 2014, até agora, foram registrados 71 casos de meningite bacteriana e viral, com quatro mortes, em Manaus, enquanto em 2013 foram 124 casos e 14 óbitos, segundo a vigilância sanitária.

 

Semsa descarta epidemia

O secretário municipal de Saúde, médico epidemiologista Homero de Miranda Leão, descartou possibilidade de surto de meningite em Manaus, devido ao óbito do aluno da escola do Sesc. “Não existe epidemia. É apenas um caso isolado de meningite, que está dentro do nosso padrão epidemiológico, dentro do esperado”, assegurou Homero.

Homero confirmou que o caso do estudante configura clinicamente a meningite. A criança foi levada para o SPA da Redenção, na quarta-feira (04/09), e no dia seguinte foi removida para o Pronto Socorro da Compensa, na Zona Oeste, onde foi a óbito. “O Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológico da Semsa fez um bloqueio epidemiológico assim que tomamos conhecimento do caso. Infelizmente a criança teve uma septicemia causada pela meningite e não resistiu”, assegurou Homero.

O secretário disse que todas as pessoas que tiveram contato direto com o aluno receberam medicação das equipes do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (DVAE), da Semsa, para conter, caso haja contaminação, o avanço da doença. “Não há que se fazer alarde. Iniciamos a quimioprofilaxia e tomamos todas as medidas necessárias para que a escola prossiga com suas atividades normais, já que a meningite não se pega no ambiente e sim no contato direto com a pessoa infectada pelo vírus, bactéria ou fungo, que pode não desenvolver a doença, mas pode transmitir para alguém que está com a imunidade baixa”.

 

Sobre a Meningite

Meningite é a inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, conhecidas coletivamente como meninges. A inflamação pode ser causada por infecções por vírus, bactérias ou outros micro-organismos e, menos comumente, por certas drogas. A meningite pode pôr em risco a vida em função da proximidade da inflamação com órgãos nobres do sistema nervoso central e por isso essa condição é classificada como uma emergência médica.

Os sintomas mais comuns de meningite são forte dor de cabeça e rigidez de nuca associados à febre alta, confusão mental, alteração do nível de consciência, vômitos e a intolerância à luz (fotofobia) ou a sons altos (fonofobia). Algumas vezes, especialmente em crianças pequenas, somente sintomas inespecíficos podem estar presentes, como irritabilidade e sonolência. A presença de uma erupção cutânea pode indicar um caso particular de meningite; a causada por bactérias do tipo meningococos.

Uma punção lombar pode ser usada para diagnosticar ou excluir um quadro de meningite. O procedimento envolve a inserção de uma agulha no canal medular para extração de uma amostra de líquor, o líquido que envolve o encéfalo e a medula espinhal. O líquido coletado é, em seguida, examinado em um laboratório.

O tratamento habitual para a meningite é a pronta administração de antibióticos e, por vezes, fármacos antivirais. Em algumas situações, corticóides podem ser usados para prevenir complicações da inflamação hiperativa. A meningite pode ter complicações sérias a longo prazo como epilepsia, hidrocefalia e déficit cognitivo, especialmente se não tratada rapidamente. Algumas formas de meningite, como aquelas associadas com meningococo, Haemophilus influenzae tipo B, pneumococo ou vírus da caxumba, podem ser prevenidas através da vacinação, em crianças de até dois anos.

 

Escola do Sesc emite nota

O Sesc emitiu nota, na tarde de hoje, afirmando que a escola está liberada e volta a funcionar normalmente amanhã (09/09). Veja a íntegra da nota:

“O Serviço Social do Comércio, manifesta o pesar pelo falecimento, no dia 05/09, de um aluno do Centro de Educação Sesc. Para sanar quaisquer dúvidas sobre os fatos que estão sendo divulgados na mídia e redes sociais, informamos à comunidade, aos pais e responsáveis dos alunos da Escola Sesc, os seguintes procedimentos:

1. O Sesc tomou as devidas medidas de proteção orientadas pela Semsa, Secretaria Municipal de Saúde, após a vistoria da Vigilância Epidemiológica do Distrito Oeste.

2. Após análise da Semsa, a Escola Sesc foi liberada para suas atividades normais, a partir de dia 9 de setembro, por não ser considerada como zona de perigo.

3. A Semsa providenciou a medicação e o bloqueio de possível propagação, aos pais e professores que tiveram contato direto com a vítima.

4. O Sesc está procedendo o encaminhamento de reuniões com pais de alunos e a Semsa para repasse de orientações, através de palestras.

5. Informamos que o ocorrido trata-se de uma fatalidade, caso raro, relacionado com a ocorrência, podendo ser registrada em outros ambientes onde haja presença humana.

6. O Sesc Amazonas está solidário com a perda irreparável de seu aluno e a disposição da sociedade competente para mais esclarecimentos pelos telefones (92) 8127-3650 ou 8127-3647.”

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