Pela primeira vez na história do Boi Bumbá Garantido como Pessoa Jurídica, condição que adotou em 1982, a oposição vence uma eleição para a diretoria. O empresário Adelson Albuquerque, tendo como vice Fábio Cardoso e Ray Garcia como diretor financeiro, conseguiu a proeza derrotando o ex-presidente Zé Walmir e o compositor e diretor do Conselho de Artes Fred Góes, candidato do agora ex-presidente Telo Pinto.
Adelson teve 1.293 votos, Fred Góes 816 e Zé Walmir 664. A diferença para o segundo colocado foi de 477 votos, expressiva, uma vez que o universo de eleitores foi de apenas 3.271 votantes.
A eleição se deu em Parintins e Manaus. A apuração terminou por volta das 2h30. A posse do novo presidente foi imediata, a partir do momento em que a apuração foi oficialmente encerrada.

Fábio Cardoso (esquerda), o vice, Adelson Albuquerque, presidente, e Ray Garcia (direita), tesoureiro. A nova diretoria do Garantido
Um dos motes da campanha vencedora foi o saneamento das finanças do bumbá, que teve bens penhorados por dívidas trabalhistas e ameaça de trabalhadores contra alegorias e galpões por atraso de pagamento. “Falam em milhões de dívida, mas nós estamos iniciando, de imediato, uma auditagem completa, sem revanchismo, para saber o valor real”, disse Adelson, hoje (01/09), na Rede Tiradentes. A presença de Ray Garcia, funcionário aposentado do Banco do Brasil e dono de reputação inatacável na cidade, é uma segurança nesse quesito.
Outra questão que levou à vitória da chapa oposicionista foi a promessa de acabar com um grupo autodenominado de “Comando Delta”, acusado pelos próprios torcedores do vermelho e branco de interferir de modo pouco republicano em relação aos jurados. “Se alguém fez alguma coisa assim, não fará mais. Nós queremos ganhar, e temos condição de ganhar de forma limpa”, disse o novo presidente.
Adelson Albuquerque prometeu que a escolha dos itens Sinhazinha da Fazenda, Porta-Estandarte e Cunhã-Poranga, cujas titulares se despediram este ano, se dará diretamente pela torcida. Dono da Gree Magazine e de uma fábrica de móveis em Parintins, ele prometeu que vai procurar o presidente do “contrário”, o Bumbá Caprichoso, Joilto Azedo, para buscar saída ao Festival Folclórico. “Este ano tivemos o menor público da história. O Festival e a alma da cidade e temos que reagir”, disse.
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