A noite de abertura do 18º Festival de Cirandas de Manacapuru, nesta sexta-feira (29/08), foi de muito sofrimento para o público e a ciranda Tradicional. A forte chuva que desabou na cidade, pouco antes das 21h30, horário marcado para a abertura do 18º Festival de Cirandas de Manacapuru, por pouco não compromete a festa. Um acordo entre comissões Organizadora e Julgadora, além da Rede Calderaro, detentora dos direitos de transmissão, permitiu que a ciranda entrasse três horas após o horário acertado, mas os primeiros passos no Cirandódromo só aconteceram à 0h46.

Os cirandeiros, por outro lado, não se deixaram abalar pelos problemas. Este é o cordão principal da Tradicional. Foto: Paulo Victor/ www.vozdemanacapuru.com.br
A chuva complicou a montagem das alegorias e a Tradicional foi atrasando. O público, impaciente, começou a se retirar do Parque do Ingá, o Cirandódromo. O vice-presidente da agremiação, Antônio Ailson, comunicou os problemas causados pelo temporal e conseguiu o adiamento do horário oficial de entrada.
A apresentação
Os cirandeiros procuraram não se abater com os problemas e entraram na arena dando show de ciranda, para o pequeno público que ainda estava presente. A Torcida Organizada Tradicional (TOT) garantiu a animação na arquibancada.
A Tradicional abordou o tema “Sonhos Sonhados, Manacapuru Festival encantado”, com a história de aventura e magia de uma menina cirandeira que, em meio aos seus sonhos, viajou nas histórias da literatura mundial infantil.
O enredo trouxe histórias conhecidas, como as de Branca de Neve e os Sete Anões, Peter Pan, Cinderela, Rapunzel, A bela e a fera e Chapeuzinho Vermelho.
Os itens da ciranda foram surgindo, representados pelos personagens marcantes das histórias infantis.
Cordão de entrada
O cordão de entrada veio caracterizado por todos os personagens das histórias abordadas, cheio de cores e com coreografias acrobáticas, protagonizadas pelos sete anões, enquanto o apresentado Vivaldo Azevedo narrava o início de tudo.
Cirandeira Bela

A cirandeira bela Brígida Matos entrou como Branca de Neve… Foto: José Rodrigues
A cirandeira bela da Tradicional, Brígida Matos, entrou na arena como Branca de Neve, evoluindo de uma alegoria que representava a maçã envenenada, muito conhecida na história. Brígida encantou a todos com simpatia, carisma e muito bailado de ciranda.
Porta-cores
Surgiu na arena como Rapunzel a porta-cores da ciranda Tradicional, Joelma Barroso, com grandes tranças douradas. Joelma entrou na arena pelo alto, içada por um guindaste, trazendo as cores da ciranda Tradicional, vermelho, dourado e branco, se tornando uma das grandes surpresas da noite.
Princesa cirandeira
O item princesa cirandeira foi a grande novidade no 18º Festival de Cirandas de Manacapuru. Ano passado, o item não foi julgado como pontuação para as agremiações. A partir deste ano, porém, passou a valer para a Comissão Julgadora.
A princesa cirandeira da Tradicional, Alessana Mendonça, surgiu como Cinderela, em uma alegoria que representava a carruagem encantada da história. Alessana levantou a TOT, com gingado e carisma, enquanto o cantador Marlon Silva entoava a cirandada “Sapatinho de Cristal”.
A ciranda Tradicional terminou a sua apresentação às 3h24. A Comissão Organizadora não definiu se a agremiação será punida pelo atraso na programação.
Dudu Nobre
Após a apresentação da Tradicional, a festa ficou por conta de Dudu Nobre. O sambista trouxe para Manacapuru a alegria do samba de raiz, dando um show de carisma com o público.
Neste sábado (30/08), a ciranda Flor Matizada se apresenta, de volta ao horário programado, às 21h30.
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