O abastecimento de água para todos os bairros das zonas Norte e Leste deve ser normalizado em até 48 horas. O Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus religaram, no final da tarde de terça-feira (22/07), a estação de captação de água do Programa Água para Manaus (Proama).

Prefeito Arthur Neto e governador José Melo acompanham o início do funcionamento da estação de água. Foto: Alex Pazuello/Agecom.
A estação de captação do Proama foi danificada no dia 24 de junho, após uma balsa colidir em pilares da ponte que dá acesso à estação, avariando a adutora que leva a água do Rio Negro para a estação de tratamento. O trabalho de reparo completo da estrutura que foi destruída ainda deve demorar mais dois meses, no entanto, por determinação do Governo do Estado e da Prefeitura de Manaus, a religação do sistema foi priorizada e o Proama voltou a operar, 29 dias depois do acidente.
Pela manhã, o governador José Melo e o prefeito Arthur Neto visitaram a estação de captação, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste de Manaus. “Desde a madrugada de hoje (23/7) já estávamos fornecendo água para os grandes reservatórios do Jorge Teixeira, Nova Floresta e Mutirão. Pela manhã já estávamos com o reservatório do Nova floresta quase cheio e isso significa que até a tarde este bairro já receberá água nas casas”, declarou o governador. De acordo com ele, o Proama trabalhará 24 horas por dia para que nos próximos dois dias seja normalizado o abastecimento nas casas das zonas norte e leste que foram prejudicadas após o acidente.
“Desde o acidente nós estamos trabalhando de forma intensa para recuperar o Proama e normalizar a distribuição de água. O trabalho que era pra ter sido feito em 60 dias, conseguimos realizar em menos de 30, graças ao empenho de tantos trabalhadores que esqueceram a Copa do Mundo, seus momentos de lazer e, às vezes, até da própria família pra trabalhar por um objetivo comum”, afirmou o prefeito Arthur Neto.
Ação compartilhada
A previsão inicial era que o funcionamento do Proama ocorresse no dia 30 de julho, mas esta data foi antecipada em uma semana. Para o governador José Melo, a ação compartilhada entre Governo e Prefeitura facilitou o andamento do trabalho. “A Prefeitura e o Governo juntaram-se e conseguimos vencer obstáculos por estarmos juntos, unidos, e porque trabalhamos aqui sábados e domingos”, disse Melo, destacando também o empenho dos operários que trabalharam para a recuperação do sistema. “Ficamos alegremente surpresos de termos ganho esses dias importantes, afinal, na ponta estão famílias com problemas de falta d’água”, declarou.
O Governo do Amazonas aguarda a finalização dos inquéritos na Polícia Civil e Capitania dos Portos para tomar providências quanto ao ressarcimento dos custos de reconstrução da ponte e da adutora, necessária para normalizar o abastecimento de água na capital. O valor investido pelo Governo do Amazonas na recuperação após o acidente foi de R$ 5,9 milhões.
Caminhões-pipa
Mesmo com a volta do Proama, a ordem do prefeito Arthur Neto é de que os 61 poços e os caminhões-pipa continuem em operação até a completa normalização do serviço. “Algumas ruas ainda não vão receber água de imediato porque tem ar na tubulação e o pessoal da empresa Águas do Amazonas vão trabalhar em cima disso entre hoje (23) e amanhã (24) e até sexta-feira (25) todas as 500 mil pessoas das zonas Norte e Leste vão ter água na torneira. Até lá, a estrutura que foi montada nesse período vai continuar funcionando”, disse o diretor executivo do consórcio operacional do Proama, Sérgio Elias.
As obras de recuperação da estrutura vão continuar em andamento. Sobre a chegada da conta de água nas residências que foram prejudicadas com a interrupção do fornecimento, o prefeito Arthur Neto garantiu que não haverá cobrança. Pelo menos 41 mil pessoas estarão isentas da cobrança. “No começo, a falta de água atingiu todo mundo, mas depois, o fornecimento voltou ao normal para alguns. Quem recebeu água, vai pagar pelo que recebeu. Quem não teve água por todo esse período, estará isento. Esse acordo já está fechado com a empresa porque o povo não pode ser penalizado mais uma vez”, concluiu Arthur Neto.
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