23/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Moradores da comunidade da Sharp interditam rua em protesto contra demora em obras do Prosamim

Publicado em 24 de fevereiro, 2014

Moradores da Comunidade da Sharp, bairro Armando Mendes (Distrito Industrial II), zona leste de Manaus, queimaram pneus e madeira, na manhã desta segunda-feira (24/02), em protesto pela demora do início das obras do Prosamim e pelas péssimas condições de infraestrutura do bairro. O protesto fechou a avenida Autaz Mirim, provocando um longo congestionamento no trânsito.

 Reunião

Na tarde desta segunda-feira, a secretária estadual de Infraestrutura, Waldívia Alencar, atendendo a uma orientação do governador Omar Aziz, se reuniu com cerca de 400 moradores da Comunidade da Sharp para prestar esclarecimentos e tirar todas as dúvidas que ainda pairavam sobre o projeto de requalificação urbanística e ambiental do igarapé que corta a comunidade.

A reunião aconteceu em um centro de eventos, na rua Zona Franca, no bairro Armando Mendes, zona leste de Manaus. Mais de 90% dos questionamentos e reivindicações apresentados estavam ligados à data de retirada dos imóveis da área de influência da obra, devido a um boato de que a obra estaria embargada e, portanto, sem prazo para o seu início.

Waldívia Alencar esclareceu que não procedia a informação veiculada na comunidade e explicou detalhadamente cada passo do processo, desde a elaboração dos projetos à licitação, para, em seguida, explicar que, de acordo com os prazos legais da Lei de Licitações nº 8.666, dentro de 45 dias já se saberá qual empresa será a vencedora do processo licitatório em curso. “Somente após vencida esta etapa, a obra poderá ter início”, frisou a secretária.

Em resposta à informação repassada por uma moradora de que pelo menos quatro casas estariam em situação de risco de desabamento, a secretária de Infraestrutura determinou a visita de uma equipe formada por técnicos da Seinfra e da Defesa Civil ao local para avaliar a situação e determinar a demolição imediata desses imóveis, caso seja constatado o risco de desabamento e a consequente retirada dos moradores do local.

Waldívia Alencar também se comprometeu em voltar ao lugar dentro de 30 dias para informar o avanço do processo referente ao igarapé da Comunidade da Sharp e reforçou que todos os moradores, mesmo aqueles que, por algum motivo, não tenham sido cadastrados, serão inseridos no processo no decorrer da obra.

Processo de retirada de famílias – A Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab-AM) informou que a retirada das famílias só será realizada pelo órgão quando o processo legal for concluído e esclareceu que este é o procedimento adotado em todos os igarapés e áreas de atuação de recuperação para evitar invasões nesses locais. No entanto, os processos para indenizações já foram iniciados pelo Serviço Social do órgão, com identificação das famílias e coleta de documentação necessária.

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