
Braga, Omar e Melo, no centro da guerra eleitoral pelo Governo do Estado, de dentro da máquina, às voltas com os boatos que envolvem as decisões capitais dos próximos dias. Arthur, Rebeca, Chico Preto, Hissa e Marcelo Ramos participam do processo, mas por fora do mexe-mexe da engrenagem estadual
O quadro eleitoral no Amazonas enfrenta o primeiro funil legal dia 1º de abril, data limite para o governador Omar Aziz deixar o Governo, caso queira concorrer ao Senado, ou ficar no cargo, se optar por tornar-se o magistrado do pleito. Um cabo de guerra começou a ser disputado entre as partes e tudo indica que será mantido, até o momento em que as alianças, principalmente em torno de candidaturas ao Governo do Estado, sejam definidas. E aí, a partir disso, forma-se verdadeiro caldeirão de boatos.
Hoje (21/02), o boato mais forte (a Delegacia Geral ainda não confirmou) é que a assessora pessoal do governador Eduardo Braga, conhecida como “Braga de saias”, Marta Braga, a Martinha, sobrinha dele, foi convocada para reassumir o cargo de delegada de polícia. Ela chegou ao posto, por concurso, no início do primeiro governo do tio, foi chamada por ele para a administração e desde então não voltou ao emprego original. Passados 12 anos, a volta dela, num momento crucial da pré-campanha, pode ter vários significados. Inclusive que as relações Omar-Braga não estão tão boas assim.
Outro boato, tão sem confirmação oficial quanto forte, é que os ocupantes de cargos comissionados ligados ao senador Eduardo Braga, ainda remanescentes no Governo do Estado, estariam ameaçando se demitir, em massa, no fim deste mês. Eles receiam que, caso o vice-governador José Melo vire governador e candidato à sucessão de Omar Aziz, façam parte de uma lista de “caça às bruxas”. Antes de serem demitidos, preferem se demitir. Nessa lista estariam, segundo um dos números que chegaram ao blog, cerca de 500 funcionários estaduais, inclusive ocupantes de cargo de secretário.
A terceira “novidade” do dia é a tal lista de “caça às bruxas”. Melo estaria pensando em assumir com pulso forte a administração estadual e disposto a fazer valer sua autoridade. Para isso, pretende mudar primeiro, segundo e até terceiro escalões, nos cargos comissionados, naquilo que for necessário para manter apenas quem considere leal à sua candidatura.
A oposição, por outro lado, está começando a se articular sem contar com o governador Omar Aziz, o senador Eduardo Braga ou o prefeito Arthur Virgílio.
A cúpula do PSB, partido dominado no Amazonas pelo ex-prefeito Serafim Corrêa, teria recebido a exigência da ex-ministra Marina Silva, que deve ser candidata a vice, na chapa do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência da República, teria exigido que o partido tenha candidato próprio ou apoie alguém fora da esfera de poder no Amazonas. Serafim estaria propenso a lançar o filho, o vereador Marcelo Serafim, à disputa do Governo do Estado. O principal argumento a favor da candidatura é que, caso perca, continuará tendo assento na Câmara Municipal.
A oposição, porém, vai além disso, tendo nomes como os da deputada federal Rebecca Garcia (PP), dos deputados estaduais Marco Antônio Chico Preto (PSD) e Marcelo Ramos, além do vice-prefeito de Manaus, Hissa Abrahão.
Os quatro reuniram, ontem (21/02), e decidiram elaborar um manifesto, que já está em construção, com uma proposta conjunta, suprapartidária, a ser lançado ao eleitorado amazonense. Do grupo pode sair uma chapa com candidatos a governador, vice, senador e deputado federal.
Vamos ter novidades, nos próximos dias.
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