A presidente Dilma Rousseff acrescentou mais dúvidas à construção da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), que liga o Amazonas ao resto do Brasil, ao afirmar hoje (14/02), em Manaus, que “vai fazer além das exigências” dos ambientalistas. A pressão ambiental impede o asfaltamento de 400 quilômetros da estrada, que, na década de 1970, já foi completamente asfaltada. Ela disse também que “mais que prazo, meu compromisso é com qualidade”, recusando-se a dizer ao repórter Charles Fernandes, da Rede Tiradentes, se a obra seria inaugurada em sua gestão, que termina este ano e pode ser renovada até 2018.
Quanto à prorrogação da Zona Franca de Manaus (ZFM), a partir de 2023, período atual de validade dos incentivos fiscais do modelo, por mais 50 anos, a presidente disse que é “prioridade do Governo”. Mas deixou uma notícia alentadora, no recente caso de questionamento, aberto pela União Europeia (UE), na Organização Mundial do Comércio (OMC), que ameaça o modelo: “Como é que eles querem defesa do meio ambiente, redução do efeito estufa e do desmatamento, se investem contra a Zona Franca?”, disse. Dilma anunciou que participa, dia 24/02, em Genebra, da segunda reunião conciliatória com a direção da UE sobre o tema. “Vou defender a Zona Franca em qualquer instância, de forma incisiva”, enfatizou.
Ela também foi questionada sobre o programa Mais Médicos, que sofre com o escândalo dos salários de médicos cubanos, e disse que a Região Norte foi a mais beneficiada pelo programa. Segundo a presidente, 61 municípios do Amazonas solicitaram médicos, num total de 406, dos quais 128 profissionais atuarão em Manaus. Até o momento, há 281 médicos atuando em todos os municípios amazonenses e mais 150 devem chegar ao Estado até o final de março.
Dilma cometeu uma gafe, ao dizer que há “20 milhões de amazonenses” – eram 3.807.921, em 2013, segundo projeção do IBGE. E concedeu apenas uma pergunta às rádios Tiradentes, Difusora e Amazonas FM, na entrevista coletiva, hoje (14/02) pela manhã, no Tropical Hotel. Ela obteve quase 90% dos votos amazonenses, o maior percentual do País, quando foi eleita, em 2010.
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