São fortes os rumores de que o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) iria para o lugar do ministro Édson Lobão, no Ministério das Minas e Energia. A “notícia” chegou a ser divulgada na mídia nacional. Hoje (17/01), o blog pediu a interlocutores do líder do PMDB no Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), para ouvi-lo sobre isso. A síntese do diálogo é contundente: “Ele diz que ‘não há possibilidade’ de Braga ir para Minas e Energia. Braga nem mostra interesse. Acho que é porque sabe que não tem chance”.
O Ministério das Minas e Energia, que já foi ocupado pela presidente Dilma Rousseff, é da cota pessoal do presidente do Senado, o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), a quem, o Brasil inteiro sabe, o ministro Édson Lobão é estreitamente ligado. O próprio Braga disse a repórteres, também hoje, que Lobão não vai deixar a pasta.
O PMDB está buscando mais ministérios para a sigla, que já tem cinco (Minas e Energia, Previdência, Agricultura, Turismo e Aviação Civil), mas tem encontrado dificuldades com a presidente. O “loteamento” do que vier ou as mudanças que ocorrerem terão que passar, necessariamente, pela cúpula do partido, em cujo topo estão Sarney e Renan.
Uma questão de fundo se impõe, ao mesmo tempo, bem nos olhos do eleitorado amazonense: o Ministério das Minas e Energia é ineficiente e Lobão um ministro que não atende às necessidades do Brasil no setor. Basta ver como, mesmo com o investimento bilionário feito no abastecimento de energia no Amazonas, os apagões continuam.
Hoje (17/01), com um pisca-pisca contínuo no bairro da Praça 14, o sistema de backup de energia da maternidade Balbina Mestrinho não conseguiu dar conta da demanda e dez crianças tiveram que ser transferidas às pressas para outras unidades. Elas estavam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatais e ficariam sem chances de sobrevivência no apagão.
Enquanto isso, em Brasília, os caciques brigam por cargos, sem nenhuma preocupação com a finalidade original do serviço público: servir ao público, à Nação.
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