
Renan Bernardi Kalil (esquerda), Maria Nely Bezerra de Oliveira e Jorsinei Dourado do Nascimento já pediram uma vez a paralisação da obra da arena
Os três procuradores do Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT 11ª Região) encarregados da fiscalização da Arena da Amazônia fizeram hoje (14/01), à tarde, uma fiscalização-surpresa no canteiro de obra. Jorsinei Dourado do Nascimento, Maria Nely Bezerra de Oliveira e Renan Bernardi Kalil, que estavam acompanhados por dois analistas periciais do MPT, constataram “avanço na questão da segurança do trabalho”, mas, ao mesmo tempo, relataram irregularidades como a falta do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), por parte de trabalhadores terceirizados.
A ação acontece um mês depois do acidente que causou a morte do operário Marcleudo de Melo Ferreira, 22 anos, natural de Limoeiro do Norte (CE), ocorrido em 14/12. Ele trabalhava para a empresa Andrade Gutierrez no local. O trabalho faz parte do projeto nacional “Construir com Dignidade”, responsável por fiscalizar grandes obras em andamento na cidade de Manaus.
Jorsinei Dourado do Nascimento, que é o responsável regional da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do trabalho (Codemat), revelou também que há falta de isolamento nas escadas com guarda-corpo, para evitar a queda tanto de pessoas quanto de objetos, e operários em andaimes que não estavam travados, com risco de a plataforma se mover e o trabalhador cair.
A construtora Andrade Gutierrez foi notificada a comparecer na sede do Ministério Público do Trabalho, quinta-feira (16/01), para uma audiência onde serão discutidas as irregularidades.

Inspeção apontou novas irregularidades quanto à segurança dos trabalhadores da Arena da Amazônia. Foto: José Rodrigues