No 1º novembro começou o processamento do pirarucu na agroindústria de salga de Maraã (distante a 634 quilômetros de Manaus). A expectativa é de que sejam beneficiadas, até o final do primeiro semestre do próximo ano, 6 mil unidades do pescado, em um total de 360 toneladas, provenientes da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá.
Conforme o diretor geral da agroindústria de Maraã, Bismarck dos Prazeres, serão utilizadas na produção 210 toneladas de Maraã e 150 toneladas de pirarucu de Fonte Boa. Após beneficiado, o “Pirarucu da Amazônia” deve atender supermercados, feiras livres de Manaus, merenda escolar e, possivelmente, o Exército.
Embora comemore a produção estimada alta para 2013/2014, o diretor geral da agroindústria de Maraã aponta as principais dificuldades e desafios nessa questão do beneficiamento do pescado. Entre os entraves, ele aponta a produção sazonal, que abre uma lacuna muito grande na produção e gera a paralisação de trabalhadores. Nesta safra, serão utilizados 60 colaboradores. Outras dificuldades apontadas são logística difícil e falta de Selo de Inspeção Federal (SIF), o que impede que o pescado já beneficiado ganhe todo o mercado nacional.
Bismarck dos Prazeres destaca também os desafios para a unidade de processamento de pescado de Maraã. “A indústria não foi implantada com o objetivo de beneficiar somente o pirarucu. Podemos e devemos agregar valor por meio de outros métodos de salga a uma infinidade de outros produtos, assim como o jacaré e outros animais corretamente manejados. Estamos, no momento, desenvolvendo uma linha de produtos específicos para merenda escolar e fast food a partir do pescado”, frisa.
Como funciona o beneficiamento do pirarucu
Na indústria de Maraã, o pirarucu é limpo, cortado em manta e salgado. Nos tanques de cura, ficam de cinco a seis dias para que o sal seja absorvido pela carne. Após o processo, o produto é colocado em uma câmera resfriada chamada de pré-secado. Depois dessas etapas, é finalmente embalado e comercializado.
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