08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Indústria nacional de minério está de olho no Amazonas. Investimento em potássio pode chegar a US$ 4 bilhões

Publicado em 26 de outubro, 2013

ADRIANA COSTA (Especial para o blog)

Projetos de investimento em potássio no Amazonas estão estimados em US$ 4 bilhões até 2017.  O montante bilionário – assegurado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) em evento em Manaus — confirma o Estado como alvo nacional de grandes empresas na exploração mineral.

Conforme o gerente executivo do Ibram, Ronaldo Lima, a projeção é feita a partir dos valores de investimento repassados pelas próprias companhias do segmento de mineração ao Instituto. Em uma estimativa para o quadriênio (2012-2016), o Amazonas receberá um aporte de US$ 2,66 bilhões voltados para o potássio, o que representa 3,56% do total a ser aplicado no Brasil no setor nesse período.

O secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos, Daniel Nava, comemorou os números e ressaltou que os investimentos devem vir, principalmente, das empresas Potássio do Brasil e Potássio Ocidental. “Somente na fase de pesquisa, iniciada em 2009, já foi aplicado mais de R$ 200 milhões no Amazonas”, destacou.

No primeiro semestre deste ano, a Potássio do Brasil anunciou a descoberta de jazida de potássio na região de Autazes, com reservas de minério superiores a 500 milhões de toneladas e com teores superiores a 30% KCL. Além do município, a empresa atua em Itapiranga e Itacoatiara, onde tem instaladas suas sondas para pesquisa geológica.

Já a Potássio Ocidental, no início da segunda quinzena de outubro, levou ao município de Itacoatiara as sondas de prospecção – equipamentos para pesquisa nas reservas de silvinita (minério de onde se extraí o potássio) na comunidade de Arari. Na ocasião, a companhia confirmou ao Estado investimentos iniciais, em 2013, da ordem de U$ 5 milhões para a execução dos primeiros dois furos de sondagem na localidade.

Após assegurar licença ambiental pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a Potássio Ocidental, que conta com autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), fará levantamento de minério em uma extensão de 795 mil hectares, entre os municípios de Itacoatiara, Urucurituba, Maués, Parintins e Barreirinha.

De acordo com Daniel Nava, o Estado tem atuado em duas frentes: na concessão de licenças ambientais e na melhoria em infraestrutura, a fim de que esses investimentos sejam consolidados no Estado do Amazonas.

 

 

 

 

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