Os trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM) devem receber, até o final de dezembro, um montante de R$ 220 milhões referentes à Participação de Lucros e Resultados (PLR) das empresas do parque fabril local. O valor, estimado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), representa um salto de 22%, em relação ao pago em benefício no ano passado.
Conforme o presidente do Sindmetal, Valdemir Santana, enquanto em 2012 os industriários receberam um “extra” de R$ 180 milhões, em 2013, é esperado mais R$ 40 milhões para os bolsos dos trabalhadores no acumulado de janeiro a dezembro. Santana explicou que o pagamento do benefício é feito, geralmente, em duas parcelas durante o ano ou somente a sua totalidade no mês de dezembro.
Ele confirmou que, neste ano, 160 empresas do Distrito Industrial vão dividir seus lucros e resultados com os operários. “É um número considerado pequeno ainda, se considerarmos o tamanho do PIM. Continuamos o trabalho para envolver maior quantidade de indústrias no pagamento da PLR. Quem ainda não paga certamente tem níveis mais baixos de eficiência e qualidade”, destacou o representante sindical.
Embora a concessão da PLR seja amparada pela legislação, empresas não são obrigadas a conceder esse benefício. O “sinal verde” para o pagamento é resultado de negociação entre indústrias e comissão de trabalhadores. “Todas as grandes já concedem o benefício no PIM, com destaque para a Moto Honda, Samsung, LG e Sony, hoje entre as melhores pagadoras”, salientou Valdemir Santana.
Em relação a valores, o presidente do Sindmetal informou que depende da negociação dentro de cada empresa, mas há informações no sindicato de até R$ 5 mil pagos em PLR. “Na Samsung, por exemplo, um trabalhador com salário de R$ 1 mil vai receber em benefício R$ 3,6 mil”, exemplificou.
Vagas na indústria
Até o final de outubro, as empresas do PIM contratam trabalhadores para atender à demanda de final de ano. A estimativa do Sindmetal é de que o saldo seja de 5 mil temporários para as linhas de produção, principalmente, das indústrias de eletroeletrônicos.
“Como ano que vem é de Copa do Mundo e se espera aumento nas produções de TVs e tablets, nossa expectativa é de que boa parte desse pessoal seja absorvida para os quadros efetivos das empresas”, frisou Valdemir Santana.
De acordo com Santana, as fabricantes têm buscado mais jovens abaixo de 25 anos, sem necessidade de experiência para a área de produção. O salário mais baixo oferecido é de R$ 970, com direito a benefícios como auxílio creche e assistências médica e odontológica.
A exemplo de anos anteriores, as fabricantes de duas rodas não estão contratando devido à crise no segmento proporcionada pela restrição de crédito no mercado.
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