Com seis das 11 setores investigados assinalando alta, a produção da indústria do Amazonas avançou 2,3% no acumulado de janeiro a agosto deste ano, frente ao mesmo período do ano passado, conforme pesquisa, divulgada nesta terça-feira (8), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As principais contribuições positivas foram observadas nos segmentos de refino de petróleo e produção de álcool (51,6%) e de máquinas e equipamentos (22,9%), impulsionados, em grande parte, pela maior fabricação de gasolina automotiva e óleo diesel e outros óleos combustíveis, no primeiro ramo, e de aparelhos de ar-condicionado, no segundo.
Outros destaques são os desempenhos de equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (11,7%) e alimentos e bebidas (2,8%), justificados, em grande medida, pela maior produção de relógios de pulso e preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas, respectivamente.
Na contramão, as pressões negativas no período vieram de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-8,7%) e de outros equipamentos de transporte (-7,1%), pressionados, sobretudo, pela menor fabricação de telefones celulares, no primeiro setor, e de motocicletas e suas peças, respectivamente.
Enquanto o resultado foi positivo no acumulado do ano, a produção industrial do Amazonas apresentou recuo de 3,2% em agosto de 2013, na comparação com mesmo mês de 2012. O desempenho aquém do esperado foi reflexo dos setores de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-9,2%) e de edição, impressão e reprodução de gravações (-31,2%), pressionados, respectivamente, pela menor produção de telefones celulares e DVDs. Além disso, foram acrescidas as baixas vindas de alimentos e bebidas (-7,9%) e de outros equipamentos de transporte (-7,5%), influenciados especialmente pela menor fabricação de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no primeiro ramo, e de motocicletas, no segundo.
O principal impacto positivo sobre o total da indústria foi observado no setor de refino de petróleo e produção de álcool (104,9%), explicado não só pelo aumento na produção de gasolina automotiva, mas também
pela baixa base de comparação, uma vez que esta atividade havia recuado 37,1% em agosto de 2012 em função da paralisação para manutenção em importante empresa do setor. Vale mencionar também a expansão vinda da atividade de máquinas e equipamentos (21,3%), impulsionada, sobretudo, pela maior produção de aparelhos de ar-condicionado e de fornos de micro-ondas.