ADRIANA COSTA (especial para o blog)
O segmento de serviços do Amazonas cresceu 14,7% em julho deste ano, frente ao mesmo mês de 2012, conforme divulgou, hoje (18.09), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado chegou a superar as taxas também positivas do acumulado do ano (10,9%) e dos últimos 12 meses (9%).
O índice registrado pelo Estado chegou a superar o nacional (9%) e de outras unidades da federação, como Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal. Dentro da mesma pesquisa, os últimos resultados do Amazonas tinham sido favoráveis também para o setor de serviços, com altas de 13,4% e 11,6% em maio e junho deste ano, respectivamente.
Na avaliação do vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, alguns fatores contribuíram para a expressividade do segmento de serviços no Estado nos últimos meses, como a preparação da capital amazonense para a Copa do Mundo de 2014, a regulamentação de profissões (empregada doméstica) e a terceirização de atividades especializadas na indústria, na construção civil e nos órgãos públicos.
Ele explica que, motivados pelo evento esportivo do próximo ano, empresários do setor abriram hotéis ou ampliaram estruturas já existentes, assim como inauguraram negócios no ramo de alimentação — restaurantes e lanchonetes — na capital amazonense.
Conforme Frota, a terceirização deu maior representatividade para o segmento também. “As grandes construtoras subcontratam pequenas empreiteiras para fazer pintura, tubulações em geral, proteção contra incêndio em obras, por exemplo. Isso tem refletido nas estatísticas”, menciona.
Frota destaca, ainda, que órgãos públicos e indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM) tiraram dos seus quadros funcionários como vigia, zelador, cozinheiro para se utilizar de terceirizadas. “Responsáveis por serviços especializados, essas empresas pagam tributos e têm participação nesses números também”, salienta.
PMS
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) é o primeiro indicador mensal do IBGE que investiga o setor de serviços no país, abrangendo as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado, que é o valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram.
Em todo o país, o incremento do ramo foi de 9% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. As taxas de junho e de maio também foram positivas de 8,8% e 7,6%, respectivamente. Na sequência, aparecem os serviços de informação e comunicação, com 6,9%; os serviços profissionais, administrativos e complementares, com 8,5%; transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com 12,4%; e outros serviços, com 2,8%.
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