20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Rebelião no Ipat termina com transferência de 108 detentos

Publicado em 25 de agosto, 2013

A rebelião no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) terminou hoje, por volta das 3h, com 108 detentos rebelados transferidos para outras unidades da capital. A maioria pertence ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que está em conflito pela hegemonia do crime organizado em Manaus com o Comando Vermelho, representado no Amazonas pela facção Família do Norte (FDN). O PCC queria a transferência de 38 presos que pertencem ao grupo para o Ipat e a Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Sejus), que administra os presídios, não concordou, provocando o início ao movimento.

Os integrantes da FDN entraram em confronto armado, dentro do presídio, com o PCC. Eles liberaram 14 dos 16 reféns, todos agentes carcerários, e deixaram dois como garantia. As negociações para o fim do motim incluíram a liberação de visitas no Ipat na manhã deste domingo.

Não houve fugas durante esta rebelião. No dia 9/07, 176 detentos conseguiram escapar em movimento semelhante. Desta vez, a polícia estava armada com miras de infravermelho, do lado de fora do presídio, para evitar desastre semelhante.

Cinco agentes de disciplina que foram feitos reféns tiveram ferimentos de arma branca e contusões, sendo atendidos por ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e  encaminhados ao Pronto Socorro 28 de Agosto.

A comissão de negociação do sistema penitenciário foi composta pelo secretário-executivo-adjunto da Sejus, major PM Antônio Norte Filho, pelo comandante do Comando de Policiamento Especial (CPE), coronel PM Aroldo Ribeiro, e pelo  presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM, Epitácio Almeida.

Puraquequara

Os presos que foram transferidos do Ipat para a Unidade Prisional do Puraquequara começaram um tumulto. Os presidiários José Adailson Rodrigues de Freitas e Rubens Rodrigues Marques Júnior foram agredidos por outros detentos porque teriam ameaçado começar um motim na hora da visitação, tomando familiares dos presos como reféns.

Os dois foram  encaminhados para o pronto socorro, mas José Adailson, conhecido como “Ceará”, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.