A rebelião no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) terminou hoje, por volta das 3h, com 108 detentos rebelados transferidos para outras unidades da capital. A maioria pertence ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que está em conflito pela hegemonia do crime organizado em Manaus com o Comando Vermelho, representado no Amazonas pela facção Família do Norte (FDN). O PCC queria a transferência de 38 presos que pertencem ao grupo para o Ipat e a Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Sejus), que administra os presídios, não concordou, provocando o início ao movimento.
Os integrantes da FDN entraram em confronto armado, dentro do presídio, com o PCC. Eles liberaram 14 dos 16 reféns, todos agentes carcerários, e deixaram dois como garantia. As negociações para o fim do motim incluíram a liberação de visitas no Ipat na manhã deste domingo.
Não houve fugas durante esta rebelião. No dia 9/07, 176 detentos conseguiram escapar em movimento semelhante. Desta vez, a polícia estava armada com miras de infravermelho, do lado de fora do presídio, para evitar desastre semelhante.
Cinco agentes de disciplina que foram feitos reféns tiveram ferimentos de arma branca e contusões, sendo atendidos por ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e encaminhados ao Pronto Socorro 28 de Agosto.
A comissão de negociação do sistema penitenciário foi composta pelo secretário-executivo-adjunto da Sejus, major PM Antônio Norte Filho, pelo comandante do Comando de Policiamento Especial (CPE), coronel PM Aroldo Ribeiro, e pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM, Epitácio Almeida.
Puraquequara
Os presos que foram transferidos do Ipat para a Unidade Prisional do Puraquequara começaram um tumulto. Os presidiários José Adailson Rodrigues de Freitas e Rubens Rodrigues Marques Júnior foram agredidos por outros detentos porque teriam ameaçado começar um motim na hora da visitação, tomando familiares dos presos como reféns.
Os dois foram encaminhados para o pronto socorro, mas José Adailson, conhecido como “Ceará”, não resistiu aos ferimentos e faleceu.
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