A morte da estudante de medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Renata Lobato, 23, que capotou com o carro modelo Ford Ka, preto, placas NPA-9889, domingo, às 3h50, intriga os colegas e familiares dela. Planejando casar em 2014, quando se formaria, ela era sempre “a motorista da vez” dos amigos, dirigindo de volta para casa, porque praticamente não bebia. “O carro dela estava puxando muito e não podia passar de 70 km/hora. A gente ia trocar os pneus neste começo de semana”, conta o namorado dela, Vitor Castro.
Há várias outras coisas estranhas no acidente, que intrigam familiares e amigos.
Renata saiu da casa de uma amiga, no Dom Pedro, por volta de 1h, dizendo que ia para a casa dela, no Parque das Laranjeiras, mas sofreu o acidente na entrada do Novo Israel, bem distante da entrada do bairro onde residia. Ela tinha um plantão agendado para as 7h do domingo.
Calma, comedida e previsível, Renata nunca passava de 80 no carro, do tipo 1.0, ainda mais com os problemas nos pneus. “A primeira coisa que fazia, quando sentava ao volante, era colocar o cinto de segurança”, conta um amigo. No dia do acidente, porém, ela estava sem cinto e dirigindo a 125km/hora, velocidade em que o sistema automático do carro travou o velocímetro – o que ocorre, por padrão de fábrica, na hora do impacto –, sob chuva e com os pneus carecas.

O velocímetro do carro, m,esmo sendo 1.0, travou em 125 km/hora, o que mostra comportamento atípico da estudante. Fotos: José Soares

Os pneus do carro estavam carecas e ela estava dirigindo na chuva, imprudência que não era comum no comportamento dela
Quando o socorro chegou ao carro havia sumido a carteira e o celular da estudante.
E, para completar, a também estudante de medicina Evelyn Lopes, 24, que colidiu com um poste de madrugada e morreu, na mesma avenida Torquato Tapajós, dia 04/08, era a melhor amiga de Renata Lobato. “Queremos que a polícia verifique com calma as câmeras de segurança que estão nos arredores do acidente, inclusive das indústrias próximas, como a Pioneer, para a gente tirar isso a limpo. Nada vai trazer a Renata de volta, mas pelo menos saberemos com mais exatidão o que aconteceu e talvez outras meninas, como ela e Evelyn, possam se proteger”, disse um amigo da família.
Uma fonte policial, contatada pelo blog, disse que a polícia trabalha com a hipótese de que a estudante estava sendo perseguida na hora do acidente.
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