O Nacional recebeu uma oferta tentadora para transferir o jogo contra o Vasco da Gama, dia 21/08, pela Copa do Brasil, para uma das cidades-sedes da Copa do Mundo. “É uma cidade que já construiu arena e quer aproveitar a atração do Vasco para levar o jogo”, disse o presidente do Nacional, empresário Mário Cortez. A oferta é de R$ 500 mil limpos, isto é, sem despesas de passagem, hospedagem ou alimentação do elenco.
O governador Omar Aziz, que tem cumprido a promessa de ajudar na busca de patrocínio junto ao setor privado e é torcedor declarado do Nacional, deve vetar a partida fora da capital amazonense. Ele está em Brasília e quando retornar será ouvido pela diretoria, antes de qualquer decisão.
Um dos fatores que serão colocados na mesa, na hora de decidir, é a pequena capacidade de público no estádio Roberto Simonsen, do Sesi – 6 mil espectadores –, e o valor líquido que o Nacional recebeu na vitória contra a Ponte Preta, que teve lotação esgotada: R$ 123 mil.
O preço do ingresso, naquela partida, quando o Nacional se classificou para as oitavas-de-final da Copa do Brasil, foi de R$ 30 e R$ 15. Se a partida ficar em Manaus, a diretoria deve majorar esse preço para, no mínimo, R$ 60 e R$ 30, segundo outra fonte do clube. “Qualquer show cobra mais que isso e o público paga. Esse jogo é o mais importante de um time amazonense nos últimos anos”, lembra o diretor.
O Nacional tenta, junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a autorização para construir arquibancadas com mais 2 mil lugares extras no estádio do Sesi. Esse tipo de artifício foi proibido pela entidade, devido aos riscos para o torcedor.
Cortez descarta qualquer possibilidade de promoção de ingressos com camisas nacionalinas. Ele revela que encomendou, há cerca de 15 dias, 1 mil camisas do clube à Score, maior fabricante de uniforme esportivo do Amazonas, e até agora não conseguiu receber. “É a empresa com maior capacidade industrial e material de melhor qualidade. Onde a gente vai conseguir 6 mil camisas até dia 21?”, indaga.
Série D
Mário Cortez acha que o Nacional consegue a classificação para continuar disputando a Série D, onde o clube está em terceiro lugar num grupo de cinco equipes. “Basta vencer os três jogos que restam para o nosso time se classificar”, atesta.
O presidente justifica a demissão do técnico Aderbal Lana. “Como é que a gente pode perder para o Genus? O preparador físico do time é um jogador, a folha de pagamento é de R$ 30 mil e está atrasada. O Nacional tem uma folha muitas vezes maior e paga pontualmente, todo dia 30 de cada mês”, enfatiza.
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