21/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

As Chuteiras da Humildade

Publicado em 22 de julho, 2013

Nunca sabemos o que o futuro nos reserva.

Haja o que houver, este domingo, 21 de julho, ficará marcado.

Será o dia em que começamos a  conquistar o tão sonhado acesso à Serie C.

Ou então, o início da degola.

A derrota em casa para o fraco time do Paragominas nos permite algumas conclusões.

A primeira delas é que veio num momento onde ainda é possível a recuperação.

Temos um bom time. E só.

Poderemos nos classificar?

Claro que sim, se houver foco e humildade.

Respeito ao adversário, por exemplo.

Jogo se vence, jogando.

Repetimos a primeira partida da final do Campeonato Amazonense.

Pensando na Glória que foi a goleada sobre o Coritiba perdemos pro Princesa do Solimões.

Agora não foi diferente:

Com a Copa do Brasil e Ponte Preta pela frente, esquecemos de focar na Série D.

Até o resultado foi igual: 3 x 1 para os visitantes.

Confesso: silenciosamente temia por isso.

Até fizemos um gol relâmpago, aos 28 segundos.

E tivemos  algumas outras chances de marcar, mas foi só.

Não entendo, tampouco quero entender de esquemas táticos.

Mas vou expressar minha humilde opinião.

O coletivo não funcionou.

Perdemos o meio de campo.

Nossos zagueiros não podem jogar no mano a mano, precisam de alguém na sobra.

Logo, não podemos abrir mão de três zagueiros.

Se for pra jogar com dois, melhor colocar o jovem Luan.

Na lateral direita o Amaral é o titular, mas enquanto estiver contundido ou se recondicionando fisicamente, escalaria o Andrezinho, especialista na posição.

O Cristiano não está no seu melhor: não ataca nem defende com eficiência, parece faltar-lhe ritmo e ainda atrapalha as subidas do Felipe.

Não vejo mais como possa o Lídio ficar fora do time.

Não sei se deve entrar no lugar do Dinamite ou Dênis, minha tendência é achar que o melhor é a permanência do Dinamite por ter mais força física.

O momento é de manter a calma.

Entender isso, talvez seja mais importante que eventuais alterações.

Assim como a vitória tende a esconder erros, não podemos imaginar, depois de uma derrota, que tudo esteja mal.

A vida não é assim e o futebol também não.

Tivemos pontos positivos: o Leonardo voltou a jogar bem, assim como o Bigu. O Morisco demonstrou a raça de sempre. Danilo Rios melhorou seu condicionamento físico e por aí vai.

Precisamos de ajustes no conjunto e equilíbrio da equipe.

Vamos conseguir.

Lembremos: este ano conquistamos duas vitórias sobre dois times da Série A, Coritiba e Ponte Preta, fato que não ocorria desde o Brasileirão de 1986, quando vencemos Palmeiras, Atlético Mineiro e Internacional, além de termos empatado fora de casa com o Botafogo e o próprio Galo de Minas.

Calcemos todos as chuteiras da humildade.

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Autor
Luis Cláudio Chaves

* Luis Cláudio Chaves é juiz de direito.

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