O prefeito Arthur Virgílio Neto anunciou a criação de uma comissão formada por trabalhadores, comissões de transportes da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) e da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e Conselho Regional de Economia (Corecon) para acompanhar a pauta de reivindicações dos rodoviários e a situação financeira da empresa Global Transportes.
Arthur esteve, na tarde desta segunda-feira (1o/07), na garagem da empresa Global Transportes, onde funcionários paralisaram as atividades em protesto contra o atraso no depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ele se reuniu com representantes dos rodoviários e empresários da Global. Após o encontro, ainda na garagem da empresa, anunciou aos rodoviários medidas que serão tomadas para resolver a situação. O prefeito informou que a empresa deverá fazer o parcelamento com a Caixa Econômica dos R$ 14 milhões devidos de FGTS. Quanto ao INSS, a empresa já resolveu a situação. Arthur disse que a empresa irá depositar R$ 300 mil por mês do passivo trabalhista.
“O meu entendimento com os rodoviários é muito simples, fácil. Há um carinho mútuo muito grande. Eles têm uma pauta de reivindicações que é muito fácil de ser resolvida. Nós estamos convocando os donos da empresa para definirmos várias medidas e verificar se a empresa fica ou não no sistema. Os problemas vão acabar. A empresa que pode arcar com seus compromissos fica e a que não pode vai ter que sair”, afirmou o prefeito.
O prefeito informou que nesta terça-feira, 2 de junho, começa a reforma do Terminal de Integração 5 (T5), no bairro São José, zona Leste, que dará início ao cumprimento das medidas anunciadas pela Prefeitura para melhorar o sistema de transporte coletivo da cidade. “As obras incluem salas de repouso para os trabalhadores, porque eles precisam ser tratados com dignidade”, ressaltou.
Os trabalhadores anunciaram que voltam ao trabalho nesta terça-feira.
Vandalismo
Arthur falou, ainda, sobre os atos de vandalismo que ocorreram na garagem da Global, onde cerca de 30 ônibus foram depredados, e na avenida Autaz Mirim, no São José, onde dois ônibus foram incendiados.
“Foram pessoas concatenadas com alguma outra força, porque eles chegaram na empresa com barras de ferro, pedaços de pau, com material explosivo e ameaçaram as pessoas. Foi preciso os rodoviários se esconderem para não serem agredidos, e poderia ter havido morte. Nós tivemos a informação de que foram aproximadamente cem pessoas, algumas encapuzadas, que entraram pelos fundos da empresa”, afirmou.
A suspensão do serviço gerou tumulto entre os usuários que aguardavam nas paradas próximas à empresa. Um grupo de pessoas, não composto por trabalhadores que faziam as reivindicações, chegou a invadir a Garagem e depredou 30 ônibus, quebrou vidraças e computadores de duas guaritas. Mais dois ônibus da empresa Rondônia Transportes, que circulavam pela Av. Grande Circular durante a confusão, também foram depredados, um deles inclusive foi incendiado.
Segundo o diretor-presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho, a Prefeitura de Manaus não foi avisada sobre a paralisação.
No final da tarde, o prefeito seguiu da empresa até o 9º e o 25º Distritos Integrados de Polícia (DIPs) para obter informações sobre os suspeitos detidos pela Polícia Militar (PM) nos atos de violência. “Os vândalos foram presos e eu quero saber quem são eles e acompanhar a investigação”, finalizou.
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