As 23 prostitutas que estavam “prestando serviço” na cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Sete de Setembro, no Centro, no fim de semana da fuga de seis detentos, não eram novidade. “Elas entravam na sexta-feira e saíam no domingo”, revelou hoje (10/06) o novo secretário estadual de Justiça e Cidadania (Sejus), delegado federal Wesley Aguiar.
Com a fiscalização restabelecida, este fim de semana, algumas das profissionais do sexo chegaram a ir até o presídio, mas bateram com a porta na cara. O novo diretor, José Lázaro, que substituiu no cargo Jean Carlo Silva de Oliveira, demitido por conta do escândalo, não permitiu a entrada de nenhuma delas.
Wesley revelou que a Vidal Pessoa tem capacidade para 300 presos e hoje conta com cerca de 1,5 mil. “Todo fim de semana chegam 60 presos novos”, acrescentou. Uma fonte da polícia disse ao blog que há uma disputa entre o Ronda no Bairro e a Força Tática para ver quem prende mais no fim de semana e isso contribui para esse número.
Lanches localizados no entorno da cadeia seriam “pontos” de espera das prostitutas. “Não vamos proibir a presença de acompanhantes, porque o preso tem suas necessidades, mas as coisas serão disciplinadas”, disse Wesley. Ele vai pedir ao presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano e Ordem Social (Implurb), Roberto Moita, que remova os lanches localizados na calçada do presídio. “Ali é área de segurança”, destacou.
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