13/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Vazamento de petróleo no Equador forma mancha gigantesca e pode chegar ao Alto Solimões, no Amazonas. Força tarefa tenta evitar

Publicado em 06 de junho, 2013

Órgãos brasileiros como Ibama, Petrobras e Marinha, além do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Defesa Civil Estadual, estão formando força tarefa para acompanhar o deslocamento de uma mancha de petróleo pesado que vazou no rio Napo, na Amazônia Equatoriana. O material, altamente poluente, já atinge 12 comunidades do rio Amazonas, no Peru, em Loreto, e ameaça chegar a Tabatinga (AM), onde o mesmo rio recebe o nome de Solimões.

A Defesa Civil informou que o secretário do Subcomando de Ações da Defesa Civil do Amazonas (Subcomade), coronel Roberto Rocha, reuniu-se hoje (06/06) com o comandante do 9º Distrito Naval, vice-almirante Domingo Sávio, para “definir estratégia de acompanhamento, monitoramento e evolução do deslocamento da mancha”. Foi estabelecida a criação de núcleo de avaliação e controle, que reunirá também Exército, Aeronáutica e Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

A presidente Dilma Rousseff foi informada do problema ontem (05/06), pelo ministro das Minas e Energia, Édson Lobão, que havia acionado Ibama e Petrobras, segundo o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão). O acidente, na empresa estatal equatoriana Petroecuador, ocorreu dia 31/05, após o rompimento de uma tubulação, derramando 6,8 mil barris de petróleo. A empresa fazia o bombeamento de 120 mil barris quando, devido às chuvas na região, a tubulação se rompeu e provocou o vazamento. As informações foram repassadas à embaixada brasileira no Equador.

O Ibama, alertado terça-feira pela Petrobras, avalia que há possibilidade de a mancha chegar a Tabatinga (AM) e propôs ao Ministério do Meio Ambiente a formação de uma coordenação de emergência. Os técnicos acham que a contenção deve ser feita no Peru, onde o rio Amazonas é mais estreito. Comunidades indígenas estão sendo orientadas a não consumir água do rio Napo.

“A dispersão, diluição ou evaporação na água do petróleo é bem mais difícil que o óleo diesel ou gasolina. A Petrobras, por outro lado, lança barreiras de contingencia que são muito mais eficientes quando se trata desse tipo de óleo”, disse ao blog o gerente de Projetos Especiais do Ipaam, Sérgio Martins D’Oliveira, que é químico.

 

Vazamento em Manaus

Um outro alerta de vazamento, ocorrido domingo, no Porto de Operações Flutuantes da Refinaria de Manaus (Reman), chegou ao Planalto. “A empresa Transpetro estava realizando o transbordo de óleo diesel de balsas para tanques, quando houve o derramamento de 100 litros no rio Negro. Segunda-feira, todo esse material já havia sido recolhido e nós ainda fizemos monitoramento, para identificar resquícios, mas está tudo controlado”, disse Sérgio D’Oliveira.

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