27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Fornecimento de energia é suspenso nos barracões das escolas de samba. Concessionária diz que há risco no local

Publicado em 05 de fevereiro, 2013

O fornecimento de energia para os barracões das escolas de samba do Grupo Especial foi interrompido na manhã desta terça-feira (05.02), após uma inspeção de técnicos da concessionária Eletrobras Amazonas Energia. O corte ocorre a três dias do desfile no Centro de Convenções (Sambodrómo) e os artistas e técnicos das agremiações estão tendo que trabalhar sem luz.

Por meio de nota, a Amazonas Energia informa que foram detectadas irregularidades nas instalações elétricas nos galpões das oito escolas do grupo especial, que colocam em risco a segurança das pessoas e as instalações físicas do local. Segundo a concessionária, não houve alternativa senão cortar o fornecimento de energia. Na nota, a empresa também afirma que os barracões das escolas de samba já haviam sido vistoriados anteriormente, quando foram detectadas necessidades de correções, mas que nenhuma providência foi tomada pelos dirigentes das agremiações.

Para os dirigentes das escolas de samba, houve má fé da concessionária, que não comunicou-os de que haveria inspeção e agiu sem a presença deles no local.

SEC

Inicialmente acusada de ser a responsável pelo corte no fornecimento de energia – os dirigentes achavam que a conta não havia sido paga -, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) divulgou  a seguinte nota:

“A Secretaria de Estado da Cultura esclarece que, há dez anos, paga, rigorosamente em dia, todas as contas de energia elétrica e água dos galpões das Escolas de Samba do Grupo Especial de Manaus, situados ao lado do Sambódromo.

Hoje (05/02) de manhã, a equipe de engenheiros da Secretaria  acompanhou a inspeção realizada pela Amazonas Energia nos barracões das respectivas Escolas, atestando que os quadros de entrada e disjuntores estão danificados, que todas as caixas de energia estão expostas – com ligações irregulares no sistema, que as conexões de cabos também estão abertas e próximas de materiais como madeira seca, papéis e outros de fácil combustão, tornando a situação de alto risco para segurança.

Diante disso, a Amazonas Energia optou pelo total desligamento no local até a regularização do mesmo, que deve ser feita pelas próprias agremiações.”

 

 

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