13/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Embrapa disponibiliza semente de dendê produzida nas unidades de Manaus e Belém resistente à praga que dizima plantações

Publicado em 12 de dezembro, 2012

A semente denominada BRS Manicoré, produzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), nas unidades de Manaus e Belém, resiste à praga que vem dizimando plantações de dendê, o Amarelecimento Fatal (AF). A região Bragantina, no Estado do Pará, perdeu toda a plantação na década de 1980 por conta da doença. A variedade pode ser plantada inclusive em áreas contaminadas, conforme estudos que vêm sendo feitos desde 1990, afirma nota da instituição.

A variedade resistente à praga foi desenvolvida em Belém e Manaus. Fotos: Roberto Yokoyama/ Embrapa/ Divulgação

A cultura do dendê foi introduzida no Brasil ainda no século XVII e hoje pode ser encontrada nos Estados do Pará, Bahia e Amazonas. O BRS Manicoré, que já está disponível no mercado, chega para dar novo fôlego à produção. A semente tem, com o uso da polinização assistida, alta capacidade produtiva e baixa taxa de crescimento do caule, o que permite uma vida útil de 30 a 35 anos de cultivo e alto teor de oleína, substância que representa a parte de gordura insaturada, tornando o dendê mais saudável para o consumo.

O diretor da Denpasa, instituição parceira da Embrapa Produtos e Mercado na comercialização das sementes do BRS Manicoré, Roberto Yokoyama, anuncia que a empresa tem cerca de três milhões de sementes pré-germinadas da cultivar e mudas de pré-viveiro produzidas em tubetes, que podem abastecer agricultores de toda a região Norte e até de outros países, para produção de dendê ou palma de óleo .

 

BRS Manicoré

O híbrido de dendê BRS Manicoré foi lançado pela Embrapa em 2010 e desenvolvido a partir do cruzamento entre o dendezeiro de origem africana (Elaeis guineensis) e o caiaué, originário na região Amazônica (Elaeis oleifera). A resistência da cultivar ao AF a torna ideal para o cultivo em regiões indicadas como preferenciais para o plantio da palma de óleo pelo zoneamento climático.

Roberto Yokoyama explica que, como a cultivar necessita da polinização assistida ou manual para a sua produção, a utilização dessa técnica, além da colheita dos cachos no ponto certo de maturação, permite obter a extração acima de 22% de óleo de dendê na usina, equiparando-se às melhores cultivares de híbridos de origem africana.

Saiba mais sobre a Palma de óleo BRS Manicoré na Página de Negócios de Cultivares da Embrapa Produtos e Mercado www.embrapa.br/cultivares.

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