31/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Omar sinaliza que fica no Governo até 31 de dezembro de 2014 durante posse de Rebecca, Lobo e Tasso

Publicado em 10 de dezembro, 2012

Uma mudança de rumo na política estadual pode estar em curso. O governador Omar Aziz (PSD), que parecia certo na disputa do Senado, em 2014, sinalizou hoje, no discurso em que deu posse a três novos integrantes do secretariado, que pode ficar até o fim do mandato. “Vamos honrar, até o dia 31 de dezembro de 2014, com tudo o que nos comprometemos, sem de forma nenhuma comprometer o Estado”, disse ele, quando falava da situação financeira do Amazonas. Isso significa que, no Governo, ele se torna o principal eleitor de sua sucessão.

Omar, ao centro, entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Alessandro Teixeira, e a primeira dama, Nejmi Aziz, ouviu os discursos e depois fez um balanço geral de sua gestão. Foto: Alex Pazzuelo/ Divulgação/ Agecom

O secretário estadual de Fazenda que sai, Isper Abrahim, recebeu claros sinais de afeto do governador. O que entra, Afonso Lobo, acabou ensejando um dos momentos mais duros da fala de Omar em relação a seu antecessor e aliado, o senador Eduardo Braga, uma ausência sentida na cerimônia. Lobo falou dos números do Estado, para enfatizar a eficiência de Isper. O governador pegou pelo lado de diversas armadilhas que acabam comprometendo a capacidade de investimento do Estado.

“É preciso analisar os números apresentados pelo Afonso. Quando cheguei ao Governo, o valor que pagávamos das nossas dívidas era de R$ 200 milhões e hoje é de R$ 700 milhões, entre o principal e juros”, afirmou. As dívidas foram contraídas em projetos como o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) e a ponte Rio Negro, que Eduardo Braga começou, todos por empréstimos do BNDES e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bird), e ficaram para seu sucessor pagar. “Não me queixo, porque não tenho que me queixar, mas a realidade é essa”, acrescentou o governador.

Omar revelou também, no discurso, que o Estado constrói hospitais e escolas, mas o preço da manutenção é o mais caro. “O hospital 28 de Agosto, por exemplo, custou R$ 70 milhões, mas a gente paga, para manter aquele serviço, R$ 80 milhões”, exemplificou. O novo 28 de Agosto foi construído na gestão de Braga.

George Tasso disse que, ao assumir a Secretaria Estadual de Governo (Segov), não sabia o quanto era difícil administrar a máquina do Estado. E acrescentou que o novo desafio recebido, na Unidade Gestora da Cidade Universitária, será igualmente difícil. Rebecca Garcia afirmou que vai trabalhar para “afinar o diálogo” entre os secretários e melhorar a transversalidade do Governo.

Outro sinal político emitido por Omar foi quando disse à deputada que é uma “ordem” do governador que ela trabalhe com os prefeitos municipais e leve para o interior programas como o “Viver Melhor”, que constrói casas para deficientes físicos, e o “Oportunidade & Renda”. Ela também falou do interior, como “grande celeiro da biodiversidade” e que precisa ser melhor explorado pelos amazonenses.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.