Dois homens, o auxiliar de enfermagem aposentado Carlos Roberto Brasil do Nascimento, de 41 anos, e Aderson Rodrigues Alves, técnico em fisioterapia, 74, foram presos em flagrante pela Polícia Federal nesta sexta-feira (23/11), por falsificar e comercializar atestados médicos falsos. Foram também indiciadas outras quatro pessoas, por crimes de falsidade ideológica, Art. 277 do Código Penal, e uso de documento falso.
A Polícia Federal cumpriu dois Mandados de Busca e Apreensão, em residências localizadas do Bairro de São Francisco, e dois Mandados de Condução Coercitiva, expedidos pela 2º Vara da Justiça Federal no Amazonas. As diligências estão relacionadas à investigação federal, que visa combater a falsificação e comercialização de atestados médicos falsos, que eram apresentados em entidades públicas e privadas para abonar ausências injustificadas de servidores e empregados em Manaus Capital.
Na residência de um dos investigados, Policiais Federais da Delegacia de Defesa Institucional, encontraram uma verdadeira fábrica de atestados médicos falsos, com centenas de formulários em branco de atestados e receitas médicas, além de receituários especiais e declarações de comparecimento, pedidos de exames médicos, de praticamente todos os hospitais e centros de atendimento médico de Manaus, bem como uma dezena de carimbos falsos contendo o nome e o CRM de médicos amazonenses.
No local também foi encontrado grande variedade de medicamentos, inclusive de uso controlado, que eram comercializados juntamente com as receitas médicas.
Os falsificadores declararam que cobravam de 10 a 30 reais por atestado médico, dependendo do número de dias de afastamento. Os acusados vão responder pela prática do art. 273, §1º -B, incisos I, III e V do Código Penal Brasileiro, que prevê pena de 10 a 15 anos de reclusão.
Os presos serão encaminhados à Cadeia Pública Raimundo Vidal pessoa, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal/AM.
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